Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Após fala de Mubarak, Ocidente endurece críticas e Exército anuncia apoio

Após o discurso do presidente do Egito, na noite desta quinta-feira, o Ocidente enrijeceu suas críticas ao regime de Hosni Mubarak. A cúpula do Exército egípcio afirmou nesta sexta-feira, em declaração divulgada pela televisão estatal, que apoiará o processo de reformas para a realização de eleições, que poderá suspender o estado de emergência em vigor desde 1981, se a situação se acalmar, e que se dispõe a fazer outras concessões, mas insinuou que deseja o fim dos protestos.

Sexta, 11 de Fevereiro de 2011 às 06:35, por: CdB
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Após o discurso do presidente do Egito, na noite desta quinta-feira, o Ocidente enrijeceu suas críticas ao regime de Hosni Mubarak. A cúpula do Exército egípcio afirmou nesta sexta-feira, em declaração divulgada pela televisão estatal, que apoiará o processo de reformas para a realização de eleições, que poderá suspender o estado de emergência em vigor desde 1981, se a situação se acalmar, e que se dispõe a fazer outras concessões, mas insinuou que deseja o fim dos protestos. "Preocupação é maior após discurso" Em um programa matutino da televisão alemã, o ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, ofereceu ao Egito nesta sexta-feira uma "parceria para a transformação" com a Alemanha e a União Europeia (UE).  Ele reagiu com decepção ao discurso de Mubarak. O político alemão afirmou que o pronunciamento não apresentou novas perspectivas e ela "não representou o esperado passo adiante". Ele disse, ainda, que teme que o discurso não provoque um efeito satisfatório. – Após o discurso, as preocupações da comunidade internacional passaram a ser maiores do que antes dele – acrescentou. O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou que Mubarak tem que explicar as mudanças que está fazendo e fazer mais para oferecer um caminho "inequívoco" rumo à democratização. A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, pediu uma transferência imediata de poder. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, alertou para uma possível tomada do poder por fundamentalistas religiosos. O ministro britânico das  Relações Exteriores, William Hague, pediu uma "mudança rápida, mas ordenada. Já o oposicionista Mohamed El Baradei advertiu para uma escalada de protestos. "O Egito vai explodir", afirmou o ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica através do serviço de mensagens Twitter. "O Exército precisa salvar o país agora", acrescentou. Protestos noite adentro Em um pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Mubarak afirmara que haverá uma transferência de poderes ao vice-presidente, Omar Suleiman, mas não anunciou sua própria renúncia. Os manifestantes responderam com protestos violentos, que continuaram noite adentro. – Eu decidi, nos termos da Constituição, delegar poderes ao vice-presidente – disse Mubarak em seu discurso, acrescentando que a transferência ocorrerá "entre hoje e setembro". Mubarak já havia dito que não se candidatará à eleição em setembro. Ele disse, ainda, que não irá "se curvar ao que é ditado por estrangeiros". Mubarak também anunciou modificar ou anular seis artigos constitucionais restritivos.
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