Vinicios Oliveira
Especial para o site da FPF
Com 38 anos de idade e trabalhando no futebol desde 1993, o técnico Edi Carlos nasceu em Picos no Piauí onde jogou na categoria de base de alguns clubes de seu estado e no Juventus de São Paulo. Em 1990 passou em um teste para jogar no profissional do Paraguaçuense, um time de Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo. Porém, Edi Carlos não pôde dar continuidade em sua carreira, pois sofreu um acidente de carro onde resultou numa fratura exposta no joelho.
Após esse acontecimento o treinador trabalhou em outras áreas e em 1993 voltou ao futebol como técnico do time de um projeto social numa escola no bairro da Vila Mariana na capital paulista. Em 1998, através desse, projeto Edi Carlos foi trabalhar nas categorias de base no Nacional da Barra Funda onde ficou até 2007.
O técnico ficou mais dois anos longe do futebol e voltou em 2009 com uma rápida passagem pelo Tupã e também no mesmo ano pelo América de São José do Rio Preto onde levou a equipe até a segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Junior.
Já em 2010 o treinador assumiu o José Bonifácio e logo em seguida recebeu uma proposta do Limoeiro Futebol Clube, time da Primeira Divisão do Ceará antes de assumir o São Judas Tadeu nesta temporada.
FPF: Como foi essa primeira oportunidade como técnico do Nacional?
Edi Carlos: Uma vez no projeto social levamos os garotos para realizar um teste no Nacional e ao final da partida perguntei ao Orestes Noveli, que era técnico do Nacional, se ele havia gostado de um dos garotos e fui surpreendido com a seguinte resposta: gostei do treinador! Então o Nacional me fez uma proposta e fiquei lá até 2007, trabalhei em todas as categorias de base.
FPF: Quais técnicos que você já trabalhou lhe serviram de exemplo?
Edi Carlos: Uma vez me hospedei no mesmo hotel onde estava o Vagner Benazzi quando dirigia a Portuguesa, fiquei observando o trabalho dele com a equipe e achei muito interessante. E também com o Reinaldo Borracha, quando jogava na categoria de base do Juventus. Aprendi muito também com Moisés Macedo e o Orestes Noveli no Nacional.
FPF: Qual técnico na atualidade chama sua atenção?
Edi Carlos: Admiro muito o Luxemburgo pela montagem e o planejamento que ele elabora nas equipes por onde passa. E também o Muricy Ramalho. Gosto da maneira que lida com o grupo de jogadores, mantendo-os focado.
FPF: Qual momento emocionante na carreira?
Edi Carlos: Quando as torcidas de Tupã e José Bonifácio gritavam meu nome antes do início das partidas, foi marcante, me senti reconhecido pelo trabalho que vinha fazendo.
FPF: Qual o jogo que você guarda na memória?
Edi Carlos: Quando era treinador do José Bonifácio fomos jogar em Votuporanga contra o Votuporanguense, precisávamos vencer para chegar à liderança e tinham seis mil torcedores contra. Vencemos por 1 a 0 e não caímos na pressão.
FPF:Quais são seus planos para o futuro?
Edi Carlos: Tenho a intenção de ficar no São Judas, tivemos alguns problemas com a saída de muitos jogadores esse ano, mas agora vamos preparar e deixar a equipe entrosada para o ano que vem.