Alessandro Yara Rossi
Especial para o site da FPF
Ricardo Luis Nascimento, mais conhecido como Ling, está realizando um grande trabalho no comando do Palmeirinha no Campeonato Paulista da Segunda Divisão, com a vaga para a próxima fase garantida de forma antecipada.
O treinador de 46 anos atuou como zagueiro nos juniores do Ituano em 1983 e fez apenas cinco partidas na equipe principal. Uma que ficou marcada foi quando ele segurou os atacantes da Saltense, grande rival naquela época e venceram por 1 a 0. Porém, uma séria contusão no joelho aos 21 anos deixou-o parado por um ano e nisso foi obrigado a encerrar a sua carreira como atleta.
Depois disso, Ling que possuía grande inteligência tática, resolveu ser treinador e após vários cursos realizados, comandou alguns times amadores do interior paulista e no ano de 2000, dirigiu seu primeiro clube profissional: o Toledo do Paraná, permanecendo até 2002.
Posteriormente voltou a comandar equipes de base, em 2005 esteve na Paraguaçuense, passou no sub 20 do Ituano em 2007 e disputou a Copa Paulista no segundo semestre.
Obteve destaque no Fernandópolis em 2009, foi campeão paulista sub 20 da Segunda Divisão pelo Elosport no ano seguinte e ainda dirigiu a Saltense. No começo desta temporada chegou à Porto Ferreira e completou seis meses no cargo de treinador.
FPF: Em que técnico você se assemelha?
Ling: Eu admiro muito o saudoso Telê Santana. Ele tirava o máximo de cada jogador, tinha uma capacidade de aprimorar alguma deficiência técnica do atleta, como no caso do Cafu, que ficava horas realizando seu ponto fraco que era o cruzamento. Outro é o Vadão, que me ensinou no curso realizado pelo sindicato de treinadores. Ele passou uma força que eu desconhecia, mostrou de forma clara como posicionar uma equipe, o esquema tático, uma situação crítica de jogo e fazia várias perguntas para sairmos de uma estratégia complicada, isso abriu a minha mente.
FPF: Quem foi o seu principal mentor?
Ling: Sempre tive vontade de ser jogador, me preparei muito, mas naquela época tive que trabalhar até os 16 anos para não passar dificuldades financeiras. No Ituano, exercia a função de líder do técnico dentro de campo, o Brasília (apelido do técnico do Ituano na época) me ensinou de forma clara, conversava com os meus companheiros, ajustava taticamente e via meu futuro como treinador.
FPF: Qual foi a história mais inusitada em sua carreira como treinador?
Ling: Quando eu comandava o Toledo (PR) em uma partida contra o Pato Branco (PR). Teve um lateral para eles e o treinador na beira do campo pegou a bola com pressa e efetuou a cobrança de lateral e o juiz simplesmente deixou o jogo seguir. Chamei a atenção do árbitro e fui ignorado. O placar ficou 2 a 2 e, felizmente aquela ‘jogada’ não resultou em nada.
FPF: Qual foi o principal jogador que você já comandou?
Ling: O nome dele é Anderson Gonzaga, um meia habilidoso, sabe fazer gol, um craque de bola. Treinei-o em 2000 no Toledo (PR), logo percebi um jogador acima da média, senão fosse alguns problemas, facilmente estaria no Milan ou no Real Madrid. Jogou na Grécia e no Danúbio do Uruguai com o Recoba, onde fizeram uma grande dupla. Infelizmente o contrato dele se encerrou no Danúbio e agora busca seu espaço novamente aqui no interior paulista.
FPF: Quais são os seus projetos para o futuro?
Ling: Dirigir um time da Série A2 do Paulistão, mas primeiramente quero marcar o meu trabalho aqui no Palmeirinha. Sei que é difícil, a concorrência é forte, por isso quero obter o sucesso aqui.