Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Após ataques do Boko Haram, mais de 11 mil fogem para o Chade

A ONU informou que devido aos ataques terroristas do grupo Boko Haram, no nordeste da Nigéria, mais de 11.300 pessoas fugiram para o país vizinho Chade.

Quarta, 14 de Janeiro de 2015 às 09:54, por: CdB
boko-haram-repweb-300x168.jpg
O grupo extremista Boko Haram é considerado, por muitos, mais violento do que o Estado Islâmico
A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou, na terça-feira, que devido à última onda de ataques terroristas do grupo extremista Boko Haram, no nordeste da Nigéria, mais de 11.300 pessoas fugiram para o país vizinho Chade. A fuga em massa ocorreu em questão de poucos dias. Os jihadistas haviam invadido a cidade de Baga, em 3 de janeiro, e, na sequência, destruíram ao menos outros 16 assentamentos na região. Embora, até agora, ser impossível uma verificação independente das informações sobre a chacina, a ONU teme que o ataque tenha sido o pior massacre desde o início da insurgência do Boko Haram, em 2009. Testemunhas haviam alegado que 2 mil pessoas foram mortas. O Exército nigeriano desmentiu e relatou a morte de 150, incluindo alguns dos terroristas. Em coletiva de imprensa, realizada em Genebra, na Suíça, o porta-voz da agência de refugiados da ONU (Acnur), William Spindler, disse que aproximadamente 20 mil pessoas deixaram suas casas na área de Baga, no estado de Borno, localizada à beira do lago Chade, próximo às fronteiras com Níger, Camarões e Chade. Dos mais de 11 mil refugiados que cruzaram a fronteira com o Chade, mais da metade são mulheres e crianças. Segundo Spindler, 84 jovens atravessaram sozinhos. - Utilizar uma criança para detonar uma bomba é repugnante - disse. - Nós profundamente lamentamos os cruéis, impiedosos ataques contra civis", disse a porta-voz da agência de direitos humanos da ONU, Ravina Shamdasani, em referência ao massacre de Baga e ao atentado num mercado em Maiduguri, cometido no último sábado, que matou 19 pessoas e teria sido realizado por uma menina de 10 anos. A utilização de uma criança para detonar uma bomba não é apenas moralmente repugnante, como constitui uma forma de exploração infantil, de acordo com a lei internacional", disse, pedindo ao governo da Nigéria para "agir rapidamente para restaurar a lei e a ordem - completou. Ataque suicidas O grupo radical tem recrutado inclusive crianças para perpetrar ações terroristas contra a população do país. No decorrer do ano de 2015, as ações do grupo já mataram mais de 3.000 pessoas, de acordo com o governo nigeriano. Os ataques suicidas do fim de semana abalaram a Nigéria. No Estado de Yobe, duas mulheres detonaram explosivos no próprio corpo no domingo, matando quatro pessoas e ferindo outras 21. As moças realizaram o atentado suicida em um mercado lotado na cidade de Potiskum. Uma delas teria apenas 15 anos de idade, a segunda, 20 anos. No sábado uma menina de apenas dez anos realizou um atentado suicida na cidade de Maiduguri, na província vizinha de Borno, matando 19 pessoas.
Tags:
Edições digital e impressa