Após uma greve de advertência de 24 horas na última sexta-feira), os bancários ameaçam parar por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira em todo o país. A greve depende das assembléias marcadas para o início da semana, que irão decidir pela adesão ou não ao movimento.
De acordo com um comunicado divulgado pelo comando nacional dos bancários as negociações com os patrões foram encerradas porque não houve avanço nas discussões.
De acordo com nota divulgada no site da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), o único acordo foi o reajuste de 5,2% no salário que antes era de 4,82%.
Segundo a nota, na décima rodada de negociação não houve nenhuma alteração no que diz respeito à participação nos lucros e resultados (PLR) ou em qualquer outra cláusula.
— Os bancos aumentaram sua lucratividade do ano passado para cá e não querem repassar nada para os funcionários. Deixamos claro que a atual proposta é inaceitável — disse, em nota, o presidente da Contraf-CUT, Vagner Freitas.
— Se essa é a única linguagem que entendem, vamos nos organizar e fazer greve por tempo indeterminado a partir do dia 3 de outubro — afirmou.