Terminou na noite desta sexta-feira o mais longo caso de cárcere privado em São Paulo. Após 100 horas, a polícia entrou no apartamento onde o ajudante de produção Lindemberg Fernandes Alves, 22, mantinha a ex-namorada e a amiga dela, ambas de 15 anos, reféns, em um apartamento em Santo André (Grande São Paulo). As duas meninas ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital municipal da cidade.
Por volta das 18h10, houve uma explosão - aparentemente, uma bomba de efeito moral foi jogada no apartamento. Policiais subiram até o apartamento e uma escada foi colocada em uma das janelas, por onde entrou um policial. A primeira pessoa a deixar o local foi a amiga da ex-namorada, que saiu andando ao lado de um policial.
Logo depois, a ex-namorada do seqüestrador desceu carregada por um policial e recebeu os primeiros atendimentos de um médico ainda no local. Ela foi colocada em uma maca e levada para uma ambulância que estava estacionada junto ao prédio.
Lindemberg desceu as escadas logo depois escoltado por três policiais do Gate. Ele foi colocado em um carro da PM e rapidamente retirado do local. Às 18h25, o jovem estava no 6° Distrito Policial de Santo André. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das adolescentes, que foram encaminhadas para o pronto-socorro municipal de Santo André.
- Estamos aqui para apoiar a polícia e acompanhar a negociação. Nós queremos preservar a vida humana por isso o procurador determinou a minha presença aqui - afirmou Rossini, que foi enviado pelo procurador-geral de Justiça.
O advogado e o promotor acreditavam que o fim do seqüestro se daria na tarde desta sexta.
- Nós estamos bem próximos de um desfecho pacífico da situação. Fomos levar ao Lindemberg esta declaração que garante a integridade física até a liberação dos reféns. Estamos mostrando a certidão funcional que garante a identidade do promotor - disse o advogado, Eduardo Lopes.