Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Apoio dos EUA deixa Sharon satisfeito

Quinta, 24 de Junho de 2004 às 07:14, por: CdB

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, está muito satisfeito com o apoio recebido por seu Governo na Câmara Legislativa do Congresso dos Estados Unidos, disseram à imprensa local nesta quinta-feira fontes do governo israelense.

Este apoio se deve ao fato de que por 407 votos a favor contra nove os deputados americanos do Partido Republicano, no poder, e do Partido Democrata, na oposição, aprovaram na últikma quarta-feira uma carta do presidente George W.Bush a Sharon prometendo o respaldo dos EUA a Israel em duas exigências frente aos palestinos.

Uma delas é que não aceitará a entrada em seu territórios de refugiados palestinos da primeira guerra-árabe israelense de 1948/9. Seu número, levando em conta seus descendentes, é calculado pela ONU em mais ou menos 4 milhões, e a grande maioria deles residem em campos da Cisjordânia e de Gaza, no Líbano, Jordânia e Síria.

A outra promessa de Bush a Sharon foi a de que os EUA reconhecerão a Israel sua tradicional negativa em regressar às fronteiras de 4 de junho de 1967, a assim chamada 'linha verde' do armistício vigente antes do começo da guerra de 1967, em cujo transcurso ocupou os territórios da Cisjordânia e de Gaza.

O reconhecimento, que se refere à Cisjordânia, se baseia, segundo a carta de Bush ao chefe do governo israelense, em que mudou a situação demográfica nesse território devido à criação de mais de 150 assentamentos judaicos com mais ou menos 200 mil habitantes.

A interpretação israelense dessa promessa, apoiada agora pela Câmara Legislativa desse país -e que nesta quinta-feira também seria aprovada em Washington pelo Senado americano- é a que este país poderá exigir que grande parte dessas colônias fiquem incorporadas a seu território nas futuras negociações de paz com os palestinos.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, admitiu na semana passada em declarações ao jornal israelense Haaretz o caráter judeu do Estado israelense a propósito da negativa deste país em admitir o regresso a seu território dos refugiados de seu povo pois seria um problema demográfico.

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