Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

Apoio de parlamentares deve garantir aumento do PMDB no governo

O apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestado pelas bancadas do PMDB no Congresso abriu espaço para a conclusão da reforma ministerial, garantindo ao partido aumento de sua participação. (Leia Mais)

Quarta, 29 de Junho de 2005 às 16:40, por: CdB

O apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestado pelas bancadas do PMDB no Congresso abriu espaço para a conclusão da reforma ministerial, garantindo ao partido aumento de sua participação.

O movimento foi coordenado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e pelo senador José Sarney (PMDB-AP) à revelia da direção do partido. O PMDB, que tem hoje dois ministérios, deve chegar a até quatro.

- Quando o presidente tiver a reforma pronta, ele vai chamar o PMDB -  afirmou a jornalistas o presidente do Senado.

Renan e Sarney entregaram a Lula uma nota assinada pela maioria das bancadas do partido no Senado e na Câmara manifestando apoio ao "pacto pela governabilidade".

Segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula quer ainda mais clareza dos deputados do PMDB, onde a maioria é mais instável, e avalia fazer contatos com governadores do partido. O presidente, de acordo com essas fontes, considera ideal concluir a reforma até quarta-feira da semana que vem, antes da viagem que fará para a reunião do G8 em Edimburgo, na Escócia.

Durante o encontro com seus dois principais interlocutores do PMDB, Lula voltou a manifestar as diretrizes que seguirá para "mexer em sua equipe". Melhorar a gestão de ministérios com baixo desempenho administrativo, afinar a relação com as bancadas dos partidos aliados e compromisso dos ministros que ficarem de que não serão candidatos na eleição de 2006.

O ministro Aldo Rebelo (Coordenação Política), que tem mandato de deputado federal pelo PCdoB por São Paulo, também reafirmou a importância do apoio renovado das bancadas peemedebistas.

- Nós somos otimistas na possibilidade da construção de um acordo com o PMDB, que amplie e consolide a base de sustentação política na Câmara e no Senado - afirmou o ministro.

Na semana passada, Lula tentou uma aproximação institucional com o PMDB em encontro com o presidente da sigla, deputado Michel Temer (SP). Mas as conversas não evoluíram do modo que o governo desejava e a ala oposicionista e saudosista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se afastou ainda mais.

- Nós perdemos uma grande oportunidade de criar a unidade do partido. Tentamos uma conversa de alto nível, mas tiveram pessoas que não entenderam isso. Não tinha porque colocar interesses pessoais e regionais acima de um acordo maior pela governabilidade do país -  disse Renan Calheiros.

Temer protocolou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta tarde, onde afirma que o partido manterá o apoio à governabilidade, mas não quer maior participação em cargos. Um encontro entre os dois estava agendado para esta manhã, mas foi desmarcado pelo Palácio do Planalto com a promessa de uma conversa à tarde. Temer desistiu de esperar decidiu mandar carta.

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