Rio de Janeiro, 09 de Maio de 2026

Apoio da África é ponto-chave para reforma do Conselho de Segurança da ONU

Quinta, 15 de Setembro de 2005 às 08:32, por: CdB

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse a jornalistas na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, que considera o apoio dos países da África um ponto-chave para a aprovação da reforma do Conselho de Segurança da instituição.

Países da União Africana defendem uma proposta semelhante à do Brasil para a ampliação do conselho. Eles querem que os novos membros mantenham o direito de veto e o Brasil defende a ampliação, sem direito a veto.

- Hoje se tem facilmente dois terços dos membros e, se tiver dois terços dos africanos, a reforma passa. Tem essa simplicidade numérica - afirmou.

O ministro destacou, no entanto, que os africanos costumam agir por consenso e que alguns países do continente têm defendido uma postura que inclui o veto dos membros permanentes.

- Temos que agir pela persuasão e pelo convencimento do que é melhor para cada país e cada região. Acho que os africanos estão crescentemente convencidos de que é importante que exista a reforma - disse.

Amorim afirmou que o Conselho de Segurança ideal seria aquele em que ninguém tivesse poder de veto. O projeto de reforma quer criar mais seis assentos permanentes no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas: um para América, dois para África, dois para Ásia e um para Europa. Hoje são membros permanentes Estados Unidos, França, Inglaterra, China e Rússia.

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