Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Apoio a tabeliã antigay não é incondicional, segundo Vaticano

O papa Francisco não pediu para se encontrar com uma tabeliã de um condado do Estado norte-americano do Kentucky que havia sido presa por se recusar a emitir certidões de casamento para casais homossexuais, e não ofereceu apoio incondicional a ela, disse o Vaticano nesta sexta-feira.

Sexta, 02 de Outubro de 2015 às 10:20, por: CdB
Por Redação, com Reuters - da Cidade do Vaticano: O papa Francisco não pediu para se encontrar com uma tabeliã de um condado do Estado norte-americano do Kentucky que havia sido presa por se recusar a emitir certidões de casamento para casais homossexuais, e não ofereceu apoio incondicional a ela, disse o Vaticano nesta sexta-feira.
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Papa Francisco durante missa na Praça de São Pedro, no Vaticano
Buscando limitar a controvérsia após a reunião da semana passada em Washington entre o papa e Kim Davis, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que a mulher foi uma entre "várias dezenas" de pessoas convidadas pelo embaixador do Vaticano para ver Francisco. – O papa não entrou em detalhes sobre a situação da sra. Davis, e seu encontro com ela não deve ser considerado uma forma de apoio a sua posição em todos os seus aspectos específicos e complexos – disse Lombardi em um comunicado. O encontro com Kim, originalmente mantido em segredo, decepcionou muitos católicos liberais, mas encantou os conservadores, que o viram como um sinal de que o papa estava claramente condenando a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um alto funcionário do Vaticano, que não quis ser identificado, disse que houve um "sentimento de arrependimento" dentro da Santa Sé sobre o encontro, que provocou um amplo debate nos EUA, ofuscando quase todos os outros aspectos da visita do papa. Ele acrescentou que Kim estava em uma fila de pessoas que o papa havia conhecido na embaixada do Vaticano em Washington antes de partir para Nova York. – A única verdadeira audiência concedida pelo papa na Nunciatura (embaixada do Vaticano) foi para um de seus ex-alunos e sua família – disse o comunicado. Kim foi presa por cinco dias em setembro por se recusar a cumprir a ordem de um juiz a emitir certidões de casamento, conforme decisão da Suprema Corte. Ela declarou que suas crenças como cristã apostólica a impedem de conceder as certidões de casamento para casais do mesmo sexo. Sua igreja pertence a um movimento protestante conhecido como Pentecostalismo Apostólico.  
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