Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Apoio a intervenção do CADE

Terça, 08 de Fevereiro de 2011 às 09:05, por: CdB

Todo apoio à decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), anunciada por seu presiente interino, Fernando de Magalhães Furlan, de nomear um interventor para definir a venda de uma unidade da Owens Corning ou da Saint-Gobain, no mercado de vidro brasileiro.

O caso se arrasta desde 2008. Na ocasião o CADE rejeitou a compra de uma unidade da Saint-Gobain (em Capivari-SP), grupo francês, pela Owens, empresa norte-americana. A negociação entre as duas multinacionais desenvolveu-se em âmbito mundial mas, aqui, a aquisição faria uma das companhias ficar com mais de 92% do mercado de fibra de vidro no Brasil.

O CADE propôs, então, um acordo pelo qual aprovaria o negócio com ressalvas, mas ele não foi aceito pela Owens. Sugeriu, também, que fosse pedida à Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a redução da alíquota de importação de fibra de vidro no pais, permitindo a entrada de novos concorrentes no mercado e reduzindo a concentração.

A Owens rejeitou tudo. A multi tinha até o dia 1º pp. para apresentar uma solução para a venda da sua unidade. Como não o fez o CADE decidiu a intervenção. Só uma pergunta: porque a CAMEX não reduziu a tarifa de importação da fibra de vidro para evitar esse monopólio nas mãos de uma empresa?



 

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