Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Apoio a Gilberto Carvalho no Fórum Social

Segunda, 07 de Fevereiro de 2011 às 10:05, por: CdB

Gilberto CarvalhoEndossamos em gênero, número e grau a posição do governo brasileiro sobre o Egito, externada no Fórum Social Mundial - este ano, em Dakar, no Senegal (África) - pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

O ministro adiantou que o governo brasileiro apoia o movimento pela derrubada do ditador egípcio, Hosni Mubarak e comparou a luta que se trava naquele país à desencadeada contra a ditadura militar no Brasil. Carvalho acentuou que nosso país espera que Mubarak convoque eleições para permitir uma transição para a democracia.

"O Brasil - acentuou o ministro - está acompanhando com muita atenção e disposto a apoiar esses movimentos de massa. Eles se mostram de tal forma fortes que é muito importante uma atitude de Mubarak evitando a violência, e que abra a possibilidade de novas eleições. Temos a expectativa de que Mubarak tenha bom senso e evite o derramamento de sangue."

A cautela tradicional


Eu entendo a posição de cautela do Itamaraty. E de sua tradição é uma das marcas de política externa, mas a nossa chancelaria não precisava exagerar. Tampouco sair em campo para retificar as declarações do ministro Gilberto Carvalho e considerá-las representativas de uma opinião pessoal dele e não do governo brasileiro.

"O Brasil tem uma posição de cautela, observação e apoio à democracia em relação aos recentes conflitos no Egito e não pedirá a saída imediata de Mubarak", retificou o Itamaraty ao falar sobre as declarações de Gilberto Carvalho. A chancelaria brasileira diz esperar, ou torcer, por "aprimoramento institucional e democrático" do Egito.

A propósito, o que é mesmo aprimoramento democrático num país que não tem democracia? O Egito vive há 30 anos sob a ditadura do general Mubarak e a mais de meio século sob regimes ditatoriais (leiam nota abaixo).

 

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