Por etnia karaiw - fora o pcdob!!! 26/05/2011 às 13:52
?APOIADORES DA LUTA INDÍGENA? VOTAM A FAVOR DE ALDO RABELO, CONTRA AS FLORESTAS BRASILEIRAS E POVOS INDÍGENAS BRASILEIROS E CONTRA A PRÓPRIA VIDA NO PLANETA. FRENTE PARLAMENTAR "EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS", SAUDADE PELO ADVOGADO CARIOCA ARÃO DA PROVIDÊNCIA COMO "GRANDE INICIATIVA", VOTOU MACIÇAMENTE A FAVOR DA AGROINDÚSTRIA E DO EXTERMÍNIO DAS ETNIAS ORIGINÁRIAS E DA BIODIVERSIDADE.
Saguas Moraes: "apoiador dos povos indígenas" vota contra Florestas Brasileiras
?APOIADORES DA LUTA INDÍGENA? VOTAM A FAVOR DE ALDO RABELO, CONTRA AS FLORESTAS BRASILEIRAS E POVOS INDÍGENAS BRASILEIROS
O deputado Ságuas Moraes, do PT do MT, criador da Frente Parlamentar Indigenista ? a ?Frente Parlamentar de Apoio aos Povos Indígenas?, saudada pelo advogado carioca Arão da providência como ?grande iniciativa? - que, com apoio de quase 200 deputados, quer extinguir a Lei 6001 (Estatuto do Índio), flexibilizar a proteção às Terras Indígenas e liberar a exploração mineral do Patrimônio dos Povos Indígenas Brasileiros, votou ?Sim? sem ressalvas, apoiando inclusive o substitutivo do PMDB, cujo estudo divulgado pelo PSOL já aponta pelo menos 50 problemas sérios ? desde a retirada da expressão ?crime ambiental?, a permissão de desmatamento de 71 milhões de hectares e até a própria aplicabilidade da lei - não discutidos pela Casa.
De igual modo, o nome da grande maioria dos apoiadores da Frente Parlamenta do médico-pecuarista Ságuas Moraes, esteve lá apoiando o Holocausto Ambiental e Humano representado pelo novo Código Florestal, votando contra Povos Originários, planeta e própria Humanidade. O que faz pensar que a luta dos indígenas por seus Direitos e Interesses não pode ficar condicionada ao Parlamento, onde há interesses ?maiores? do que a defesa dos Povos Originários Brasileiros contra a intrusão, o esbulho, a exploração, o etnocídio e o genocído.
Perdem tempo ? ou estão de má-fé - lideranças indígenas que tentam fiar a luta no Congresso, principalmente na ?Frente Parlamentar Indigenista? criada por petistas e agropecuaristas, onde não se encontram interlocutores confiáveis, tendo a luta que ir além. Se essa frente parlamentar quer dar um apoio aos Povos Indígenas e às suas lideranças é para apertar o nó para que se enforquem de vez - se tornando mais um episódio na História a ser estudado nos livros escolares.
O deputado Walney Rocha (RJ), relator do projeto que susta o Decreto 7056, de autoria de Luiz Carlos Hauley (PR), igualmente disse ?Sim? ao Código Florestal e ao substitutivo sem ressalvas. De igual modo, a bancada do PSDB do Paraná (que durante o ano de 2010 simulou apoiar as causas indígenas), incluindo aqui o suplente de Luiz Carlos Hauley, por ele orientado, votou pelo código e o substitutivo, sem ressalvas. André Vargas (PT-PR), que nos fins de 2010 usou assessor parlamentar para se aproximar do AIR (Acampamento Indígena Revolucionário),, na tentativa de ?civilizar, docilizar e neutralizar?, votou junto com Zeca Dirceu (PT-PR) para aprovação do Código Florestal sem ressalvas ? do mesmo modo que lutaram juntos para barrar ampliação de Reserva Kaingang no Estado.
Oposição e situação do PR juntas em defesa de um código que vai frontalmente contra o Direito Ambiental e o Direito Indígena se explica pelo fato de ambos se escorarem no agronegócio em suas campanhas ? tendo ambos recebido vultosas quantias da agroindústria. E também pelo fato que assessores de Hauley (hoje Secretário de Fazenda) e de André Vargas, como o último confessou, ?pescam juntos? nos fins de semana em rios do interior do Paraná.
Outro ?apoiador? dos pedidos do AIR, Mauro Naziff (RO), que seria relator da lei que susta o Decreto 7056, votou sem ressalvas pelo Novo Còdigo Florestal, assim como Tirirca (SP), que na condição de ?Homem do Povo?, paparicou lideranças e militantes do AIR, serviu cafezinho e posou para fotos.
O posicionamento dos ?apoiadores do AIR? na Câmara dos Deputados no Código Florestal (e em votações anteriores), já demonstra cabalmente o quanto é ambígua a atitudes daqueles que dizem defender Direitos e Interesses Indígenas no Congresso e prova o quanto é equivocada a guinada proposta pelo advogado arão da providencia à caminho da Institucionalização do Movimento Indígena Autônomo.
O combativo ator ?de esquerda?, Stepan Nercessian (RJ), ?amigo dos animais?, votou ?SIM?, sem ressalvas, junto com o seu companheiro Paulo Maluf e o apaixonado Abelardo Lupion (DEM-PR), que, de tão arrebatado, chegou a tascar um beijo no Aldo Rebelo quando foi cantada a vitória dos Desmatadores. A lista de apoiadores apresenta grandes surpresas para eleitores.
No Senado o Código Florestal já tem o apoio formal de Vicentinho Alves, autor da proposta de criação da Secretaria Nacional dos Povos Indígenas (supostamente apoiada pelo advogado carioca arão da providência, apontado como ?Cacique? pela imprensa do Senado e PCdoB - http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=152340&id_secao=8), assim como o apoio de José Sarney, que supostamente apóia as ambições políticas do ?Cacique Arão? para presidência da Funai (a troco de que?).
Hoje não há tempo de analisar mais a fundo (eu trabalho), mas a lista dos apoiadores da Devastação Ambiental tem muito a dizer sobre os rumos de como o Movimento Indígena Autônomo vem pautando as suas lutas. E isso pode suscitar discussões interessantes que façam o Movimento Indígena Autônomo refletir e repensar os caminhos trilhados (e, principalmente, as táticas utilizadas para chegar aos objetivos), recuperando a legitimidade do combate pelos 15 Pontos e contra o indigenismo neoliberal, representado hoje pela nefasta gestão de Marcio Meira (Funai), bem como, o espírito da Boa Luta e a sua força telúrica de protesto, retomado assim o caminho luminoso que fez com que um acampamento multi-étnico, fundado por três heróis do embate das Sociedades Sem Estado contra a máquina de Genocídio patrocinada pela República Federativa do Brasil, desafiando de peito aberto os Três Poderes na Esplanada dos Ministérios, se tornasse a maior mobilização de resistência indígena já vista nas Américas desde a Guerra dos Tamoios, ocorrida no Século XVI.
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