O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, teve um leve decréscimo, passando de 0,17%, no fechamento de agosto, para 0,15%, na primeira prévia de setembro. O único grupo com aumento na velocidade de correções foi o de alimentação (0,05%), interrompendo a sequência de quedas que vinha sendo registrada desde a primeira prévia de junho. Entre os itens que colaboraram para essa reversão estão as carnes bovinas, com alta de 3,17%, as carnes suínas (1,06%), o pão francês (0,88%) e os pescados (1,20%), além de vários produtos hortifrutigranjeiros. A elevação nesse grupo, no entanto, foi compensada, principalmente, pela diminuição em despesas pessoais (de 0,08% para -0,07%) e a redução no ritmo de aumentos em transportes (de 0,35% para 0,18%) e saúde (de 0,46% para 0,25%). O preço do álcool combustível se mantém em alta (2,76%), mas pressiona bem menos do que o constatado no encerramento de agosto (5,38%). Em relação à habitação, foi repetida a taxa anterior (0,27%), ainda sob o efeito, principalmente, da tarifa de energia elétrica (0,74%). Houve estabilidade também em vestuário (0,24%), e decréscimo em educação (de 0,06% para 0,03%). Disponibilidade interna O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou uma inflação de 1,10%, em agosto deste ano. A taxa é maior do que a registrada no mês anterior, que havia sido de 0,22%. O dado foi divulgado hoje (10) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O IGP-DI é composto por três sub-índices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). A alta na inflação em agosto foi principalmente influenciada pelos preços ao produtor, cujo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve taxa de 1,70% ante o 0,34% de julho. O destaque nessa área foram os alimentos processados, que passaram de uma taxa de -0,30% em julho para uma inflação de 3,21%. Na área de matérias-primas, houve alta nos preços do milho em grão (de -4,15% em julho para 8,04% em agosto), minério de ferro (7,60% para 11,42%) e soja em grão (6,73% para 9,19%). Já o IPC teve uma deflação de 0,08% no mês passado. A queda de preços foi menor do que a registrada em julho, que havia sido de 0,21%. As principais contribuições para essa queda de preços menor do IPC em agosto, frente a julho, partiram das hortaliças e legumes (cuja taxa passou de -8,84% em julho para -6,76% em agosto), calçados (de -0,20% para 0,68%), taxa de água e esgoto residencial (de 0,00% para 1,04%) e passagem aérea (de -7,09% para -1,43%). Na contramão da alta do IGP-DI, ficou o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que teve uma inflação de 0,14% em agosto, inferior ao 0,44% de julho.
Apesar dos alimentos, inflação volta a ceder
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, teve um leve decréscimo, passando de 0,17%, no fechamento de agosto, para 0,15%, na primeira prévia de setembro.
Sexta, 10 de Setembro de 2010 às 12:08, por: CdB