A viagem do presidente norte-americano à Arábia Saudita - principal país-membro do cartel do petróleo - semana passada, não reverteu a tendência de alta no preço da commoditie. Bush, preocupado com a recessão que ronda os EUA, fez um pedido formal ao rei Abdullah para que segurasse o preço e aumentasse a produção petrolífera. Mas, e comunicado distribuído neste domingo, a Opep afirma que não vê qualquer necessidade de elevar os níveis da produção, embora faça uma análise diária do mercado. A declaração é do secretário-geral da organização, Abdullah al-Badri, em entrevista à edição desta semana da revista alemã Der Spiegel..
- Estamos analisando o mercado cuidadosamente a cada dia. Se chegarmos à conclusão de que uma informação crucial determina um incremento na produção, nossos ministro de Petróleo não hesitarão em fazer isso. Mas no momento não vemos a necessidade - afirmou o secretário. A Opep fará sua próxima reunião extraordinária em Viena no dia 1 de fevereiro, quando os integrantes da Opep voltarão a debater o preço do petróleo.
Em sua última reunião, no início de dezembro do ano passado, Abu Dhabi, a OPEP decidiu manter sem mudanças sua produção, apesar da pressão dos países industrializados. No dia 2 de janeiro, o barril de petróleo superou pela primeira vez na história o marco de US$ 100. Durante encontro com empresários sauditas, Bush reclamou que os "preços do petróleo estão muito altos" e afirmou que a situação é "dura para a economia norte-americana".
O presidente dos Estados Unidos antecipou que pediria ao rei Abdullah compreensão para o fato de que se a economia de um de seus maiores consumidores sofrer, isso significa menos compras e menos petróleo e gás vendido".