Após operar na retranca durante a maior parte do dia, mirando o sobe-e-desce de Wall Street à espera do aval do Senado ao pacote de socorro norte-americano, a Bolsa de Valores de São Paulo se isolou no final da quarta-feira e fechou com valorização.
Apesar da queda das ações mais importantes, o Ibovespa subiu 0,52%, para 49.798 pontos. Na mínima, o índice chegou a cair quase 4%.
A volatilidade deu força ao giro financeiro, que totalizou 5,04 bilhões de reais.
Para profissionais do mercado, alguns investidores foram à caça de barganhas, um pouco mais otimistas de que o Congresso dos Estados Unidos vai aprovar o pacote de Washington para evitar o colapso do sistema financeiro do país.
- O mercado está num movimento completamente imprevisível. Às vezes melhora quando parece que vai piorar e vice-versa - disse Edison Roberto Marcellino, diretor de renda variável da corretora Finabank.
Com isso, ações que foram severamente castigadas nas últimas sessões sustentaram o índice. Dentre elas, Sadia avançou 8,6%, para 6,19 reais, depois de perder cerca de 40% do valor em apenas dois dias ao admitir uma perda de 760 milhões de reais em operações com derivativos.
Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 0,18%, refletindo também a reação do mercado à decepcionante atividade da indústria manufatureira dos EUA em setembro.
Na bolsa paulista, a líder de ganhos do índice foi Gol, que disparou 9,2%, a 13,05 reais, favorecida pela queda na cotação do petróleo para menos de 100 dólares.
O mesmo movimento, porém, empurrou Petrobras para uma baixa de 0,57%, a 34,90 reais. Vale fechou praticamente estável, em 32,70 reais.
As siderúrgicas tiveram pior sorte, em dia de queda das commodities metálicas. Usiminas recuou 2,44%, para 39,52 reais