Apesar dos protestos, Piñera descarta hipótese de estatização do ensino no Chile
A três dias da reunião com os estudantes que promovem uma onda de protestos no Chile, o presidente Sebastián Piñera descartou na quarta-feira a possibilidade de estatizar a educação.
A três dias da reunião com os estudantes que promovem uma onda de protestos no Chile, o presidente Sebastián Piñera descartou nesta quinta-feira a possibilidade de estatizar a educação. Segundo ele, a medida é injusta e inconveniente, além de provocar a monopolização do setor. O comentário ocorreu durante jantar oferecido pela Associação Nacional de Mineração, em Santiago.
- Não acreditamos na estatização nem no monopólio pelo Estado da educação em nosso país. Isso seria injusto, disse Piñera, lembrando que pobres e ricos pagariam os mesmos valores, o que, na sua opinião, não é o correto. Piñera acrescentou que a liberdade prevê o direito às diferenças no setor educacional, mantendo de forma paralela o ensino público com o privado.
Segundo o presidente, o desafio do governo e da sociedade do Chile é promover mudanças no sistema educacional por meio de projetos pluralistas, sem o intuito da padronização. Há cerca de três meses, estudantes lideram manifestações em todo o país reivindicando garantias de ensino superior gratuito e mais investimentos em educação.
Em Brasília, a líder dos estudantes do Chile, Camila Vallejo, participou de vários protestos. Havia a previsão de ela se reunir com a presidenta Dilma Rousseff, mas o encontro não ocorreu. A chilena acabou conversando com a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.
No próximo sábado, Piñera se reúne com os estudantes na tentativa de encerrar o período de impasse. No entanto, o clima de tensão permanece. Os estudantes reclamam das propostas oferecidas pelo governo. Até o momento, foram apresentadas três propostas.
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