Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Apesar da quebra de Eike Batista cai número de calotes dos emergentes

Sexta, 04 de Abril de 2014 às 12:13, por: CdB
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Endividamento de muitas empresas reforça ideia de que queda de Eike Batista não é fato isolado
Apesar das condições voláteis de mercado, os defaults de pagamentos de dívidas corporativas em países emergentes caiu em 2013, disse a agência de classificação de risco Standard & Poor's, com a brasileira Óleo e Gás Participações, ex-OGX de Eike Batista, respondendo por boa parte dos calotes. O número de casos de inadimplência em países emergentes caiu para 16 em 2013, ante 24 em 2013, puxando a taxa de calote corporativo em mercados emergentes para 1,08%, ante 1,41%, disse nesta sexta-feira a S&P em um relatório citado pelo IFR, serviço da agência de dados econômicos Thomson Reuters. Os 16 calotes registrados em 2013 afetaram mais de US$ 14 bilhões em dívida. A brasileira Óleo e Gás respondeu por praticamente um quarto desse total. Ainda quando tinha o nome de OGX, a petroleira tornou-se a maior empresa emissora de um mercado emergente a dar default em suas obrigações no ano passado, quando não realizou pagamento de juros sobre bônus em outubro. O México teve um total de seis calotes em 2013, maior índice entre todos os países emergentes, incluindo duas trocas de títulos pela empresa de telecomunicações Axtel e pagamentos de juros não realizados por Urbi Desarrollos Urbanos, Corporacion GEO, Desarrolladora Homex e Maxcom Telecomunicaciones. Ritmo firme Na outra ponta, os empregadores nos Estados Unidos mantiveram o ritmo sólido de contratações pelo segundo mês consecutivo em março, outra evidência de que a economia está acelerando o passo após ser contida por um inverno brutalmente frio. Foram criados 192 mil empregos fora do setor agrícola no mês passado, após subirem em 197 mil em fevereiro, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. A taxa de desemprego ficou inalterada em 6,7%, um pouco acima da mínima de cinco anos de janeiro, uma vez que norte-americanos inundaram o mercado de trabalho. – Esse é um bom número, um daqueles números dourados que são decentes mas não tão bons que provoque temores sobre taxas de juros ou a economia crescer rápido demais – disse o presidente da Chase Investiment Counsel, Peter Tuz. A taxa de participação da força de trabalho, ou a proporção de norte-americanos em idade para trabalhar que têm ou buscam um emprego, subiu para máxima de seis meses de 63,2%, ante 63% em fevereiro. A fatia de norte-americanos em idade de trabalho com emprego, medida ampla da saúde do mercado, aumentou para 58,9% no mês passado, nível mais alto desde o verão de 2009. Em mais um sinal favorável para a economia, a semana média de trabalho subiu para 34,5 horas, ante 34,2 horas em fevereiro, outro sinal positivo. A contagem de folha de pagamentos para janeiro e fevereiro foi revisada para mostrar que 37 mil empregos a mais foram criados nestes meses do que relatado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters esperavam que 200 mil novas vagas fossem criadas em março e que a taxa de desemprego recuasse 0,1 ponto percentual. – São bons. Estão se preocupando com uma diferença muito pequena. Parece que a festa continua – disse o presidente da View Capital Management, Rick Meckler. Redução de estoques Um inverno muito frio e com muita neve afetou a economia no final de 2013 e início deste ano. O crescimento foi ainda mais prejudicado por esforços de empresas para reduzir estoques, o vencimento de benefícios para desempregados de longo prazo e cortes nos auxílios-alimentação. Mas dados que vão dos setores de indústria e serviços a vendas de automóveis vinham sinalizando o fortalecimento da economia perto do fim do primeiro trimestre.
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