Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Apertem os cintos, os juros vão voltar a subir

Analistas de mercado esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a taxa básica de juros (Selic) nesta semana, de 11,75% para 12,25% ao ano. A projeção consta do boletim Focus, publicação do Banco Central elaborada semanalmente com base em pesquisa feita com analistas sobre os principais indicadores da economia. Na área do investimento, aporte de capital internacional tende a subir

Segunda, 02 de Junho de 2008 às 07:29, por: CdB

Analistas de mercado esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a taxa básica de juros (Selic) nesta semana, de 11,75% para 12,25% ao ano. A projeção consta do boletim Focus, publicação do Banco Central elaborada semanalmente com base em pesquisa feita com analistas sobre os principais indicadores da economia.

A expectativa é que a Selic chegue a 13,75% até o final do ano, com redução em 2009 até fechar o período em 12,50%. Na semana anterior, a projeção dos analistas era que a Selic chegasse ao final deste ano em 13,50% e ficasse em 12,25% em 2009.

Na hora de definir a taxa básica de juros, o Copom leva consideração, principalmente, a trajetória e perspectivas de inflação e o cenário externo. A reunião do comitê será realizada nestas terça e quarta-feiras.

Investimento direto

Ainda segundo a projeção de analistas de mercado, a relação entre dívida líquida do setor público e Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 41,30% para 41,20%. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança dos investidores de que o país vai honrar seus compromissos. Outra alteração foi a projeção para o investimento estrangeiro direto, que passou de US$ 31,30 bilhões para US$ 33 bilhões.

Na última semana, o Brasil recebeu mais um estímulo para o investimento estrangeiro no país. A agência de risco Fitch Ratings mudou a nota do Brasil de negativa para positiva.

Segundo o boletim Focus, os analistas de mercado também elevaram a projeção para o déficit em transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) de US$ 20 bilhões para US$ 22 bilhões, em 2009. A projeção para o superávit comercial (saldo de exportações menos importações) caiu de US$ 24,90 bilhões para US$ 24 bilhões. A estimativa para a taxa de câmbio ao final de 2008 permanece em R$ 1,70.

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