Segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, que mostra o perfil do internauta brasileiro. Das pessoas entrevistadas, 71,7% disseram utilizar a internet para educação e aprendizado (o percentual é de 90% entre os estudantes). O número alto se deve ao fato de a rede mundial ser dominada por uma maioria de pessoas jovens, muitos deles estudantes.
Pouco mais de um terço dos estudantes brasileiros (36% ou 14 milhões de pessoas) acessa a internet. O número é baixo. No resto da população brasileira, no entanto, esse percentual é ainda menor: 16% das pessoas que não estudam usam a rede. O resultado desses dois números é que apenas 21% dos brasileiros podem ser chamados de internautas (32 milhões de pessoas).
A pesquisa aponta também as maiores barreiras para melhorar esses números. Cerca de metade da população estudantil (50,6%) não usa a internet por não ter acesso a um computador. Entre os não-estudantes, é menor o número de pessoal sem computador, cerca de um terço. A explicação, segundo o IBGE, é o baixo número de computadores nas escolas. Apenas 18% dos estudantes acessaram a internet em estabelecimento de ensino. Cerca de 5% disseram utilizar somente esse local.
Além de haver poucos computadores com acesso à internet nas escolas, há poucas opções de internet gratuita. Apenas 10% dos entrevistados disseram ter utilizado centros públicos de acesso à rede.
O IBGE constata ainda que de cada cinco estudantes, um não sabe usar a internet. O percentual é praticamente o mesmo da população de não-estudantes. A pior situação foi encontrada no Amazonas, onde 41,3% das pessoas não sabe usar a rede. Em Roraima e Amapá, o percentual equivale a cerca de um terço da população. Nos estados do Sul e Sudeste, gira em torno de 15%.
Na população dos estudantes usuários da Internet, a proporção dos que a utilizaram para educação e aprendizado foi destacadamente a mais elevada (90,2%), vindo depois, mais distanciadas, as dos que a acessaram para comunicação com outras pessoas (69,7%) e atividades de lazer (65,5%). A proporção dos estudantes que a acessaram para a leitura de jornais e revistas alcançou 40,7% e as referentes às demais finalidades ficaram abaixo de 20%.
O brasileiro que utiliza a internet tem, em média, 28 anos. Depois da educação, a maioria diz utilizar a rede para se comunicar com outras pessoas (é importante lembrar que uma pessoa pode usar a internet com mais de um objetivo).
Essa população jovem também mostra outras preferências na hora de navegar pela rede. Mais da metade dos entrevistados (54,3%) disseram usar a internet para atividades de lazer e quase metade (47%) utiliza para ler jornais e revistas.
Ainda segundo o instituto, o nível de escolaridade do internauta é praticamente o dobro (10,7 anos de estudo) em relação às pessoas que estão fora da rede. O número de homens (22%) é praticamente o mesmo do de mulheres (20,1%). A diferença é que as internautas são maioria entre os menores de 24 anos e minoria na população acima dessa idade;
Outra diferença fica por conta do salário médio de quem acessa a rede é de R$ 1.000, praticamente o triplo em relação aos sem internet (R$ 333). O percentual de pessoas que utilizaram a internet é maior entre os profissionais das áreas de ciências e artes (mais de 70% utiliza a rede). Ainda entre os trabalhadores, os maiores percentuais de internautas estão entre militares e funcionários públicos (48% acessam a internet), seguidos pelos empregadores (40,6%) e pessoas com carteira de trabalho assinada (32,6%).
Apenas um terço dos estudantes brasileiros acessa a internet
Sexta, 23 de Março de 2007 às 09:44, por: CdB