Apatia eleitoral favorece extrema direita em estado alemão
Por Natalia Drozdiak
(Reuters) - Ao contrário do que previam as pesquisas, um partido alemão anti-imigrantes conseguiu manter seus assentos na assembleia regional do Estado de Mecklenburg-Vorpommern, no leste do país, uma das poucas onde está representado.
O Partido Democrático Nacional (PDN) conquistou 6 por cento dos votos na eleição de domingo -- perdendo apoio em relação à votação de 2003, quando obteve 7,3 por cento --, mas ficou acima dos 5 por cento necessários para ter um representante. As pesquisas de opinião indicavam que o PDN não conseguiria obter cadeiras na Assembleia.
O partido fez uma campanha agressiva, com cartazes nas cores da bandeira alemã e slogans como "Fora estrangeiros criminosos!", numa região com um dos menores porcentuais de imigrantes e mais elevados níveis de desemprego (quase 12 por cento).
O PDN está com uma campanha intensa nas eleições para a prefeitura de Berlim, embora as pesquisas indiquem ser improvável que consiga um assento na capital.
Os social-democratas (PSD), que foram reeleitos para o governo do Estado de Mecklenburg-Vorpommern, com quase 36 por cento dos votos, culparam o baixo comparecimento dos eleitores pela votação do PDN, já que a abstenção tende a favorecer grupos pequenos. Somente 51 por cento dos eleitores foram às urnas.
Mas Stefan Koester, presidente do PDN em Mecklenburg-Vorpommern, argumentou que um maior comparecimento resultaria em melhor votação para o partido.
Fundado em 1964, o PDN ganhou impulso depois da reunificação da Alemanha, em 1990, especialmente em áreas da antiga Alemanha Oriental onde o desemprego é elevado.
Reuters