Depois de três anos sem aparecer em público, Fidel Castro não tem a presença que já teve em Cuba, mas quando completar 83 anos na quinta-feira ele ainda continuará influente e estará trabalhando para que a ilha permaneça comunista por bastante tempo depois que morrer. Embora seu irmão mais novo, Raúl Castro, com 78 anos, o tenha substituído como presidente no ano passado, Fidel continua a ser uma voz internacional poderosa para Cuba, por meio de colunas regulares que escreve para jornais estatais.
Seu papel no governo de Cuba é menos claro, mas é de conhecimento geral que Raúl dirige os assuntos do dia-a-dia consultando Fidel.
– É ainda, acredito, uma parceria, mas Raúl é agora o parceiro mais importante. Fidel não tem mais condições de envolver-se nos assuntos do dia-a-dia – disse Brian Latell do Instituto para Assuntos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami.
Fidel liderou a revolução que derrubou o ditador Fulgencio Batista em 1º de janeiro de 1959 e comandou o país por 49 anos, até ser submetido a uma cirurgia de emergência para um problema intestinal não revelado, em julho de 2006. Ele cedeu o poder provisoriamente a Raúl Castro e deixou de ser visto. Em fevereiro de 2008, Fidel renunciou oficialmente, por razões de saúde, permitindo que seu irmão o substituísse na presidência do país.
Desde a cirurgia Fidel só tem sido visto em vídeos e fotografias com líderes que visitam Cuba, mas assumiu uma espécie de papel de "consciência do comunismo" em aproximadamente 250 colunas que escreveu de sua semirreclusão em um local não revelado. Nas últimas semanas, Fidel escreveu principalmente sobre o golpe que derrubou o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, e o plano dos Estados Unidos de usar bases militares na Colômbia. Cuba quer o retorno de Zelaya ao poder.