Com um recorde de mais de duas décadas nas passarelas mais importantes do mundo, a supermodelo britânica Naomi Campbell recusou retirar-se da profissão, sobretudo porque ainda há poucas modelos negras na indústria.
Isto foi afirmado durante uma entrevista na Nigéria para a agência de notícias Reuters.
Em seus 38 anos, a modelo continua a ser o foco de atividades ao mais alto nível da moda. Ela permaneceu nas passarelas, ao contrário das outras modelos da década de 80, como Cindy Crawford e Christy Turlington.
No ano passado mês de Junho, Campbell abriu a porta para a moda masculina da temporada Primavera-Verão 2009 Milão Moda Uomo, na Itália.
- Estou muito grata à minha carreira, mas me preocupo com as meninas que vêm de trás, com as oportunidades que recebem e a forma que as tratam. E essa é uma das razões pelas quais ainda continuo na carreira - disse à Reuters.
Campbell, que durante sua adolescência foi a primeira modelo negra que apareceu nas capas das edições francesa e britânica da revista Vogue, destacou que muitos designers seguem preferindo modelos de pele clara.
- Eu já não faço muitas apresentações, mas conto nos dedos quantas modelos negras utilizam nos desfiles - disse a britânica, que apresentou alguns jeans e uma camisa branca com mangas curtas na entrevista.
A revista Vogue, na sua versão italiana, decidiu trabalhar essencialmente com modelos negras na sua edição de julho, na tentativa de chamar a atenção para o problema.
- Para mim, é algo que faz história. Algo que eu gostaria de manter para sempre - disse Campbell sobre a revista, que publicou uma foto sua na capa.
A posição de Campbell em relação ao racismo é muito clara. Na verdade, quando questionada por sua experiência pessoal em frente a esta questão, se limita a responder: "Eu sou uma lutadora", relatou à Reuters.
Por outro lado, Naomi Campbell não se limitou aos caminhos da publicidade, uma vez que também faz trabalhos no mundo da música e do cinema.
Entre seus trabalhos musicais está seu álbum, Baby Woman, que vendeu mais de um milhão de cópias.
No cinema, participou de alguns filmes, como A noite que nunca nos encontramos (1993), Casos e sasamentos (1995), Garota 6 (1996) Ali G Indahouse - O filme (2002), Fat Slags (2004) e Karma, Confessions and Holi. (2006).
Tradução: Diego Ferreira.