Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Ao menos três manifestantes saem feridos de conflito com a polícia no Chile

Quinta, 21 de Julho de 2011 às 06:53, por: CdB

SANTIAGO DO CHILE, 21 JUL (ANSA) - Ao menos três ficaram feridas e outra foi detida durante um enfrentamento ocorrido nesta madrugada entre policiais e moradores do balneário de Dichato, na região chilena de Biobío, uma das localidades mais afetadas pelo terremoto seguido de maremoto ocorrido em 27 de fevereiro de 2010 no país.
   
Os moradores manifestavam-se contra a lentidão na reconstrução da região, onde os habitantes continuam morando em um acampamento provisório batizado de El Molino, que se tornou o maior acampamento do tipo no Chile.
   
Os protestos, que começaram na sexta-feira passada, recrudesceram no fim do dia de ontem, quando os manifestantes bloquearam com galhos e árvores uma estrada local de acesso à localidade de Tomé, a cerca de 500 quilômetros ao sul de Santiago.
   
As Forças Especiais de Carabineiros (policiais militares) foram convocadas para desobstruir a via e utilizaram jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os cerca de 300 manifestantes.
   
Os moradores, que lançaram pedras em resposta, acusam as forças de ordem de terem atirado as bombas de efeito moral e balas contra o acampamento, atingindo crianças e idosos que se encontravam dentro dos barracos. Entre os feridos estaria uma criança de 11 anos.
   
O prefeito de Biobío, Alejandro Reyes, acusou, em entrevista à rádio chilena Cooperativa de haver pessoas infiltradas na manifestação que não moram no acampamento que teriam colaborado para prejudicar os canais de diálogo entre os moradores e o poder público.
   
As pessoas que se mobilizaram na última semana pedem que o presidente Sebastián Piñera compareça ao local para substituir o atual governador de Concepción nas negociações. De acordo com o jornal La Tercera, os moradores não descartam realizar manifestações na capital do estado e do país para pressionar pelo avanço da reconstrução.
   
A reconstrução das casas afetadas pelo terremoto tem sido alvo de protestos e controvérsias desde fevereiro do ano passado, logo após o ocorrido. Em abril deste ano, a ex-governadora de Biobío Jacqueline van Rysselberghe renunciou ao cargo após se ver envolvida em uma denúncia de favorecimento ilícito no processo de reconstrução das áreas afetadas pelo desastre. (ANSA)


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