Rio de Janeiro, 26 de Agosto de 2026

Ao falar da Comissão da Verdade, ministro do GSI diz que país não deve ficar olhando para trás

Segunda, 03 de Janeiro de 2011 às 15:35, por: CdB

Brasília - O Brasil não deve ficar olhando para trás e sim para frente, afirmou hoje (3) o novo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito Carvalho Siqueira, sobre a possibilidade de criação da Comissão da Verdade para investigar a violação de direitos humanos ocorrida durante o período da ditadura militar (1964-1985).

“Não vamos ficar nós, vendo situações do passado, pontuais, que não levam a nada. Temos que pensar para frente, na melhoria do nosso país para as nossas gerações e podemos estar perdendo tempo, espaço e velocidade se ficarmos sendo pontuais em situações isoladas do passado”, disse.

Pela manhã, a nova ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, defendeu a criação da comissão com o argumento de que “é mais do que chegada a hora” do país prestar esclarecimentos. “Como participante do Ministério da Defesa, como militar, o que eu posso dizer é que somos funcionários de Estado. O que o Estado determinar, cabe a nós cumprir e é isso que vamos fazer”, afirmou o general.

Ministro-chefe do GSI disse ainda que o dia 31 de março de 1964, deve ser tratado como fato histórico. “O que é o 31 de março de 1964? Golpe, movimento 'a' ou 'b', não. O movimento de 1964, hoje, já faz parte da história. Da mesma forma que um dia falamos do 11 de junho, da Batalha de Riachuelo, do 7 de setembro, proclamação da Independência do Brasil. Hoje, se nossos filhos e netos forem estudar em uma escola vai está lá o 31 de março como um fato histórico. Temos que ver o 31 de março como um dado histórico para a nação, seja com prós e contras, mas com um dado histórico. Da mesma forma os desaparecidos”, afirmou.

O general José Elito Siqueira também falou que não há, inicialmente, intenção de fazer mudanças no comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). “Somo funcionários do Estado então a tendência na Abin e em toda a GSI não é de mexer. Vamos, em princípio, manter as estruturas para termos continuidade no trabalho, mas claro, sempre haverá em uma área outra alguma substituição, que é natural”, disse.

 

Edição: Aécio Amado

 

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