Ao festejar seus 70 anos, neste domingo, o maior peso galo da história do boxe brasileiro garantiu que não mudaria nada em sua vida. Eder Jofre comemorou ao lado da mulher, Maria Aparecida, a Cidinha, dos filhos Marcel e Andrea e dos netos Axel, Lanica e Eder Neto.
- Se voltasse no tempo, gostaria de ter a mesma infância no Parque Peruche. Jogando bola na rua, empinando pipa e tomando banho na biquinha. Fui uma criança muito feliz - lembrou o pugilista.
Eder se aposentou em 1976 e, desde então, passou pela política e chegou a exercer o cargo de vereador. Atualmente, passa as manhãs em uma empresa, onde tem a função de Relações Públicas.
- Ainda me sinto com disposição. Não posso parar. Pena que o tempo passou. O Galo de Ouro se aposentou e o Brasil não soube manter a nobre arte no padrão internacional atingido nas décadas de 60 e 70 - disse.
Segundo Eder, o boxe tinha maior difusão na sua época.
- Sabíamos que podíamos ir ao ginásio do Pacaembu para ver Milton Rosa, Gibi, Paulo de Jesus e Pedro Galasso, grandes nomes do boxe brasileiro em todos os tempos. Agora, quando, onde e quando temos lutas? E de quem?" Como solução, Eder pede o apoio de empresas que possam patrocinar as noitadas de boxe. "O pugilismo é um esporte muito duro. E muitos praticantes precisam trabalhar de dia e ir cansados para o treino à noite. Muitos acabam desistindo - acrescentou.