A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai mudar as receitas dos medicamentos usados no tratamento de obesidade (anorexígenos). Pelas novas regras, esses remédios só poderão ser prescritos pelo médico com a receitas tipo "A", de cor amarela. Essas receitas são produzidas pelas unidades de vigilância sanitária e distribuídas aos médicos de acordo com as justificativas de necessidade de prescrição.
Segundo a Anvisa, a intenção é coibir abusos na prescrição e venda desses remédios. Atualmente, é exigida para a prescrição de anorexígenos a receita tipo "B", de cor azul. Neste caso, o próprio médico é o responsável pela impressão gráfica das receitas, tendo apenas de comunicar à Vigilância Sanitária a quantidade produzida em determinado período.
A agência também pretende proibir a prescrição de fórmulas de remédios, em preparações separadas ou não, com diuréticos, hormônios ou outras substâncias com ação medicamentosa em associação com os anorexígenos. As fórmulas para emagrecer chegam a ter até 15 componentes. Os mais comuns são anorexígenos para controlar o apetite, tranqüilizantes, hormônios da tireóide, diuréticos, laxantes e antidepressivos.
Toda fórmula para emagrecer contém uma substância anorexígena. Geralmente dietilpropiona ou fenproporex. Os brasileiros consomem 70% de todo o fenproporex produzido no mundo. Isso acontece porque é uma droga barata, mas ela pode provocar dependência química, depressão, irritabilidade e transtornos psiquiátricos mais sérios, mesmo em doses baixas.
Outra proposta da Anvisa é informatizar o controle e fiscalização de substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. As medidas ainda estão sendo debatidas pela Anvisa.
Anvisa vai dificultar a venda de remédios para emagrecer
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai mudar as receitas dos medicamentos usados no tratamento de obesidade (anorexígenos). Pelas novas regras, esses remédios só poderão ser prescritos pelo médico com a receitas tipo "A", de cor amarela. Essas receitas são produzidas pelas unidades de vigilância sanitária e distribuídas aos médicos de acordo com as justificativas de necessidade de prescrição.
Sexta, 15 de Dezembro de 2006 às 19:59, por: CdB