Uma nota divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afirma ser desnecessário importar peixe cru que já esteja congelado:
"Não há necessidade de obrigar que todo pescado importado seja congelado, pois existem empresas processadoras que utilizam o pescado fresco, como matéria prima, para posterior processamento e, ainda, consumidores que o utilizam no preparo de pratos cozidos, grelhados ou assados."
Segundo anota, a Vigilância Sanitária recolheu várias provas para testes e que os resultados ainda não estão prontos, não tendo a certeza de que a contaminação tenha realmente se dado pelo consumo de salmão. Ainda esclarece que a Difilobotríase pode ser diagnosticada e tratada simples e rapidamente, e que ainda serão identificados os fatores de risco envolvidos para adotar medidas concretas para o controle da doença.
O ministro José Fritsch (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca)havia dito que o País estudava a publicação de uma norma para que o salmão só fosse importado congelado. O objetivo era conter o surto, em São Paulo, de difilobotríase (infecção causada por peixe cru contaminado). Com isso, a sugestão do governo foi para que os proprietários de restaurantes japoneses fizessem acordo com os importadores para a compra do salmão congelado - o que já está ocorrendo.
O recuo do governo se deu em razão de o Brasil não poder adotar a medida como regra porque existe um conjunto de determinações da Organização Mundial do Comércio (OMC) que proíbe a exigência, além dos acordos comerciais entre o Brasil e o Chile.