Rio de Janeiro, 19 de Outubro de 2026

Antipsicóticos oferecem mais riscos a crianças

O uso de antipsicóticos de segunda geração entre crianças e adolescentes se multiplicou em quase seis vezes nos últimos 10 anos. São prescritos igualmente para crianças e adultos para tratar males mentais graves, como a esquizofrenia e o transtorno bipolar. (leia mais)

Segunda, 08 de Setembro de 2008 às 14:21, por: CdB

O uso de antipsicóticos de segunda geração entre crianças e adolescentes se multiplicou em quase seis vezes nos últimos 10 anos.


São prescritos igualmente para crianças e adultos para tratar males mentais graves, como a esquizofrenia e o transtorno bipolar.


No entanto, estes medicamentos possuem mais efeitos secundários quando administrados em crianças e adolescentes. Os que consomem o remédio engordam mais que adultos e sofrem mais transtornos do sistema motor, ou seja, movimentos involuntários.


Esta é a conclusão dos estudos realizados pela equipe de Celso Arango, chefe da seção da Unidade de Adolescentes do Hospital Geral Universitário Gregório Marañón e o diretor do CIBER de Saúde Mental, da Espanha, em que participaram 250 crianças e adolescentes.


- A fisiologia das crianças é diferente da dos adultos – explica Arango.


Seu impacto sobre o metabolismo dos menores faz com que os índices de massa corporal e os níveis de colesterol aumentem na metade dos pacientes.


- Em alguns casos a criança ganha por volta de 15 quilos em seis meses, 50% a mais que um adulto poderia ganhar ao tomá-los – afirmou Arango.


- O problema é que a criança obesa será um adulto obeso. E há de se considerar também o efeito psicológico, porque a obesidade afeta a percepção e a auto-estima. Trata-se de fazer uma equação entre riscos e benefícios – disse o médico.


Os antipsicóticos de segunda geração foram criados nos anos noventa como mais eficazes que seus antecessores e com menos efeitos secundários em adultos.

Tradução: Diego Ferreira
 

Tags:
Edições digital e impressa