Quase um século depois do desaparecimento do surto gripal mais mortal da história, a corrente sanguínea dos sobreviventes ainda porta a proteção contra o vírus de 1918, demonstrando a notável durabilidade do sistema imunológico humano.
Cientistas examinaram o sangue de 32 pessoas, com entre 92 e 102 anos, que estiveram expostas a epidemia de gripe de 1918 e encontraram anticorpos que ainda transitavam pelos seus corpos, buscando liquidar o velho surto da gripe.
Especialistas manipularam esses anticorpos convertendo-os em vacina e afrimaram que mantiveram com vida todos os ratos – usados como cobaias – que se infectaram com a gripe assassina, segundo um estudo publicado na internet pela revista Nature.
- Esses anticorpos, sem dúvida, não sobreviveram simplesmente: sofreram mutações e agora detém mais eficazmente os microorganismos infecciosos que outros anticorpos. Eles estão mais potentes – disse James Crowe, o principal autor do estudo e professor do Centro Médico da Universidade de Vanderbilt, em Nashville.
Os cientistas disseram que o mais importante no estudo, foi terem confirmado teorias de que nosso sistema imunológico tem memória incisiva, já que o vírus de 1918 já sofreu muitas mutações e não corresponde a uma ameaça.
Tradução: Diego Ferreira