O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, associou na segunda-feira uma promessa de preservar para sempre três blocos de assentamentos judaicos da Cisjordânia com um sinal de que outras áreas do território ocupado poderiam ser negociadas em um processo de paz.
E dando indicações sobre qual o limite do Estado judaico, dias antes de o presidente palestino, Mahmoud Abbas, reunir-se com o presidente dos EUA, George W. Bush, na quinta-feira, Sharon afirmou que não haveria negociações sobre um acordo final enquanto militantes continuassem atacando alvos israelenses.
Em um pronunciamento feito em Nova York (EUA), o premiê também reapresentou o apelo de que a comunidade internacional leve a questão do programa nuclear do Irã ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de que o país islâmico seja punido.
"Eu diria que, por exemplo, ficaremos com Maale Adumim, e ficaremos com Gush Etzion e ficaremos com Ariel. Isso vai ficar nas mãos de Israel para todo o sempre", afirmou, referindo-se a centros populacionais judaicos construídos na Cisjordânia, território reivindicado pelos palestinos.
"Sobre outros lugares, e tudo o mais, acho que serão tratados na fase final das negociações sobre um acordo permanente", afirmou, dando indícios de que haveria a possibilidade de discutir a troca de terras pela paz com os palestinos.
Mas Sharon, no segundo dos três dias de visita aos EUA, disse que Israel não tinha planos imediatos de sair de mais nenhum outro território que da Faixa Gaza e de uma pequena área da Cisjordânia. A retirada dessas regiões está prevista para a metade de agosto.
Sobre o processo de paz conhecido como "mapa do caminho", atualmente paralisado e que conta com o apoio dos EUA, Sharon disse que ele seria retomado quando Israel não fosse mais atacado.
"Se houver tranquilidade completa -- o fim do terror, o desmantelamento das organizações terroristas, a apreensão das armas, a suspensão do tráfico (de armas) --, seríamos capazes de começar a entrar no mapa do caminho", afirmou.