Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Antes de ser demitido, Felipão chamou Chelsea de burocrático

O Chelsea carece de um jogador especial, que faça a diferença dentro do campo, disse o treinador Luiz Felipe Scolari, recém-demitido do time inglês, à revista France Football. A entrevista foi concedida apenas quatro dias antes da demissão de Felipão, na segunda-feira, como consequência dos maus resultados após sete meses no cargo.(Leia Mais)

Sexta, 13 de Fevereiro de 2009 às 10:19, por: CdB

O Chelsea carece de um jogador especial, que faça a diferença dentro do campo, disse o treinador Luiz Felipe Scolari, recém-demitido do time inglês, à revista France Football. A entrevista foi concedida apenas quatro dias antes da demissão de Felipão, na segunda-feira, como consequência dos maus resultados após sete meses no cargo.

– No Chelsea, não temos um jogador que possa se diferenciar e fazer algo mágico no campo – disse o brasileiro, na entrevista publicada na sexta-feira.

– Robinho (do Manchester City) teria sido esse jogador. Ele não tem medo de driblar, de assumir riscos. (O Chelsea) é um time burocrático. Esse é o estilo dos meus jogadores. Por isso Robinho teria nos feito tanto bem – afirmou.

Até a temporada passada, esse jogador "diferenciado" no Chelsea era Didier Drogba. Mas Felipão rejeitou a ideia de que pudesse manter essa função.

– Com a minha equipe, é muito difícil jogar com Drogba. Com Drogba e Anelka na frente, quem poderia jogar nas laterais? E no meio? Então tenho de escolher entre Drogba e Anelka – disse.

– Drogba está sem confiança no momento. Depois de duas ou três grandes lesões, ainda está faltando alguma cosa. Por enquanto, está ainda abaixo do ideal – disse.

Campeão mundial pelo Brasil em 2002, Felipão disse sentir falta do relacionamento especial que tinha com os jogadores da seleção portuguesa, seu emprego anterior.

– No campo, as relações com os meus jogadores são boas. Mas é verdade que não são as mesmas (relações) que eu tinha com o time de Portugal. Passei cinco anos ali – revelou.

– No Brasil também é mais simples, sei tudo dos meus jogadores. Aqui, não tenho uma relação familiar. Tudo está dentro do campo. Fora do campo, não há nada – contou.

Felipão, que foi substituído por Guus Hiddink, também insinuou que o capitão John Terry estaria isolado dentro do Chelsea.

– Eu o apoiei, é claro. E tenho certeza de que dois ou três outros jogadores poderiam dizer o mesmo – disse.

Tags:
Edições digital e impressa