Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Antes da crise, comércio lucra acima de R$ 1 trilhão no país

Quarta, 24 de Junho de 2009 às 09:47, por: CdB

No auge do crescimento brasileiro, antes da crise, o comércio no país apresentou uma receita líquida de R$ 1,26 trilhão em 2007, um aumento real de 13,5% em relação ao resultado do ano anterior. A informação consta da Pesquisa Anual de Comércio de 2007, divulgada nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a gerente de análise da pesquisa, Juliana Paiva, o bom resultado do comércio em 2007 foi reflexo do desempenho da economia brasileira naquele ano.

– Foi um ano favorável, porque houve um aumento de renda, aumento da produção industrial e um crescimento da economia puxado muito pela expansão do crédito e pela confiança dos consumidores em comprometer sua renda futura – disse.

O comércio atacadista foi responsável por 43,8% da receita total, ou seja, R$ 551,5 bilhões, enquanto o varejista respondeu por 41,1% – R$ 518 bilhões. O segmento de comércio de veículos automotores, peças e motocicletas gerou uma receita de R$ 190 bilhões, ou 15,1%. Analisadas isoladamente cada classe de atividade, as empresas que mais geraram receitas foram as de comércio de combustíveis e lubrificantes, com R$ 162,6 bilhões, e de veículos automotores, com R$ 135,1 bilhões.

Mais empresas

Ainda segundo a pesquisa, o número de empresas comerciais no Brasil aumentou 4,9% de 2006 para 2007, passando de 1,52 milhão para 1,59 milhão. Já o número de empregados cresceu 10%, passando de 7,5 milhões em 31 de dezembro de 2006, para 8,4 milhões em 31 de dezembro de 2007.

O comércio varejista tem o maior número de empresas e de empregados. Segundo o levantamento, as 1,35 milhão de empresas do varejo, ou seja, voltadas para o consumidor final, empregavam 6,36 milhões de pessoas, em 31 de dezembro de 2007. Os hipermercados e supermercados foram os estabelecimentos que mais empregaram no país (798 mil pessoas), seguidos pelas lojas de material de construção (737 mil) e pelas de artigos de vestuário (671 mil).

– Quem emprega mais é o varejo de hiper e supermercados, mas quem cresceu mais foi o varejo de máquinas e equipamentos, que inclui material para escritórios etc – afirmou Juliana Paiva.

Já o comércio atacadista, com suas 110 mil empresas, empregava 1,27 milhão de pessoas em 31 de dezembro de 2007. Neste segmento, caracterizado pela distribuição de mercadorias para o varejo, quem mais empregou foram as distribuidoras de produtos alimentícios, bebidas e fumo: 340 mil.

O terceiro segmento do setor comercial são as empresas de veículos, peças e motocicletas. Com 138 mil empresas, esse segmento empregou 766 mil pessoas em 31 de dezembro de 2007.

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