Os líderes da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e de Israel, Ariel Sharon, se encontraram na última terça-feira, 8, em Sharm Al-Sheikh, no Egito, na primeira reunião do tipo desde o começo da atual Intifada, em 2000.
Foi acertado um "cessar-fogo" entre ambas as partes. Nada de atentados suicidas ou ataques por parte dos palestinos, nada de grandes incursões do exercito israelense.
Contudo, na madrugada de ontem para hoje, a organização palestina Hamas disse ter disparado cerca de 50 mísseis e morteiros contra assentamentos israelenses no sul da Faixa de Gaza.O Exército de Israel informou que até 17 mísseis foram lançados no assentamento de Gush Katif, mas não há registro de feridos ou vítimas fatais.
Está aí marcado o primeiro entrave, que já era esperado, visto que os grupos Hamas e Jihad Islâmico declararam não reconhecer o acordo, para que a trégua seja mantida.
É certo que boa parte das populações palestinas e israelenses estão cansadas da violência. Muitos grupos pacifistas de ambos os lados pressionam para que algo seja feito.
Há alguns pontos cruciais para serem entendidos e resolvidos:
Autoridade Nacional Palestina - Após a morte de Arafat, ela voltou a ter "voz ativa" e ganhou mais força depois da eleição para a escolha do novo líder, no último dia 9 de janeiro. Foi escolhido Mahmoud Abbas. Contudo, não é a ANP que tem feito os ataques a alvos israelenses e sim, os grupos extremistas. A habilidade de Abbas em lidar com esses grupos será fundamental, pois não adianta se comprometer com um cessar-fogo, se o "fogo" não é responsabilidade da ANP.
Grupos extremistas - É o grande problema para ser resolvido. Os dois principais são o Ham