Rio de Janeiro, 04 de Maio de 2026

ANP mantém ofertas de 'campos maduros' no Nordeste

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP) ainda comemora o êxito da primeira fase da Sétima Rodada de Licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural em 14 bacias sedimentares do país, mas na manhã desta quarta-feira deu prosseguimento à segunda fase do leilão. (Leia Mais)

Quarta, 19 de Outubro de 2005 às 09:26, por: CdB

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP) ainda comemora o êxito da primeira fase da Sétima Rodada de Licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural em 14 bacias sedimentares do país, mas na manhã desta quarta-feira deu prosseguimento à segunda fase do leilão com a oferta de 17 blocos contendo áreas inativas com acumulações marginais (campos maduros), 11 na Bahia e seis em Sergipe. Na primeira fase, foram concedidos 251 blocos e arrecadados R$ 1,085 bilhão em bônus de assinatura (valor a ser pago pela concessão pelas empresas no ato da assinatura dos contratos).

Segundo a ANP, os blocos foram selecionados em razão de facilidade logística que apresentam para a viabilizar rapidamente a produção. Para esses blocos, o processo de avaliação atribui peso de 25% ao bônus de assinatura e 75% de peso para o Programa de Trabalho Inicial, que determina os investimentos e a cronologia de desenvolvimento da produção de petróleo e gás natural.

Das 114 empresas habilitadas para participar desta rodada, 89 o foram apenas para as 17 áreas inativas (a chamada parte B), embora outras 19 viriam a se habilitar para ambas as fases, e não só para os blocos exploratórios com potencial de risco.

O diretor da ANP, Newton Monteiro, no entanto, não acredita que as grandes empresas entrem nesta segunda fase do leilão para concorrer com as pequenas empresas - objeto alvo da ANP.

- Acho que não faz sentido as empresas grandes entrarem na disputa pelos campos marginais. É uma outra escala de negócios. Seria como o Carrefour estar interessado em comprar uma pequena quitanda. Esperamos que nesta segunda fase trabalhemos apenas com pequenas empresas, de preferência brasileiras - disse.

Monteiro não quis fazer prognósticos sobre a capacidade media de produção dos 17 blocos que estarão sendo ofertados.

- É difícil falar da possibilidade de produção média dos campos maduros, pois todos estão fechados. Mas nós disponibilizamos todos os dados para que os compradores fizessem a sua avaliação. Tenho dito aos investidores, no entanto, que não prometo nenhum campo daquele produzindo mais de 100 barris por dia. Mas, 100 barris dia para um cara pequeno já é alguma coisa - afirmou.

Segundo ele, alguns campos dos que estão sendo ofertados chegaram a produzir, quando eram da Petrobrás, até mil barris por dia.

- Só que eles agora estão fechados. E foram fechados porque a produção na época, com o petróleo muito mais barato, não tinha um nível econômico que satisfizesse a Petrobrás. Na ocasião o petróleo custava US$ 8 a US$ 10 o barril. Custando US$ 60 eles passam a valer o investimento - revelou o diretor. Nas estimativas do mercado, no entanto, a produção média desses campos marginais deverá ficar em torno dos 30 a 60 barris por dia.

Viabilidade

Um exemplo de viabilidade dos blocos de áreas inativas com acumulações marginais, os chamados campos maduros, no entanto, é dado pela própria Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o órgão regulador, o poço de Quiambina-A4, no campo do mesmo nome, na Bahia, teve sua produção reativada em dezembro de 2003, com investimento de cerca de R$ 300 mil, englobando obras civis de recuperação de acesso e preparação de locação, aquisição de equipamentos necessários à reabilitação da produção e serviços de sondagem. No ano seguinte, em 2004, o poço produziu mais de 6,5 mil barris de petróleo, sem nenhuma intervenção adicional à de 2003.

De acordo com a ANP, o acompanhamento do poço foi feito mediante a visita diária de um único operador e o óleo foi totalmente absorvido pela estrutura de processamento existente na região. Este, no entanto é um exemplo que pode não vir a servir para os outros blocos: O campo Quiambina integra o Projeto Campo-Escola, uma parceria da ANP com a Universidade Federal da Bahia.

A decisão da ANP de ofertar esses "campos marginais" t

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