Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

ANP denuncia escalada militar israelense após morte de Arafat

Sábado, 18 de Dezembro de 2004 às 11:19, por: CdB

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) denuncia em um relatório emitido neste sábado, a continuação e a escalada das agressões militares israelenses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza depois da morte do presidente palestino, Yasser Arafat, em 11 de novembro.

Segundo o relatório, emitido pelo departamento de Negociações da ANP, do dia 11 de novembro até ontem, sexta-feira, 17 de dezembro, o exército israelense não parou de irromper em cidades palestinas, de demolir casas e de matar palestinos.

Nesse período de tempo, soldados israelenses mataram 45 palestinos e fizeram incursões contra cidades palestinas em 602 ocasiões, assinala o relatório.

Além disso, o exército continuou com a construção do muro de separação na Cisjordânia sobre terrenos palestinos e impôs o toque de recolher cerca de quinze vezes a localidades palestinas.

A ANP afirma que o exército israelense intensificou o cerco e o fechamento das cidades palestinas enquanto continua a expansão dos assentamentos.
Trata-se de um relatório que contrasta as operações militares israelenses com as declarações das autoridades de Israel nas quais elas ressaltam que a morte de Arafat criou uma oportunidade para a paz.

Por sua vez, as facções armadas palestinas intensificaram na Faixa de Gaza seus ataques contra objetivos israelenses, em particular o lançamento de projéteis com os quais mataram na semana passada a uma trabalhadora tailandesa.

Além disso, milicianos palestinos mataram cinco soldados em um ataque contra um posto militar no sul de Gaza.

Enquanto isso, o exército israelense permanece neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, na cidade de Khan Yunes, no sul da Faixa de Gaza, onde matou por enquanto dez palestinos e derrubou pelo menos 25 casas.

Por sua vez, o ministro palestino de Negociações, Saeb Erekat, afirmou neste sábado em declarações a rádio "A Voz da Palestina" que Israel se opõe a princípio a qualquer conferência internacional para debater o fim do conflito palestino-israelense.

Erekat pronunciou estas declarações depois da rejeição por parte de Israel de sua rejeição a participar da conferência que o Reino Unido convocou para o próximo mês de fevereiro em Londres.

- A postura israelense sempre foi muito clara quanto a sua rejeição a toda proposta de convocar uma conferência internacional pela paz porque põe em evidência a continuação de sua política contra os palestinos - disse Erekat.

Erekat afirmou que durante sua visita na próxima quarta-feira à cidade cisjordaniana de Ramala, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, tratará principalmente sobre a conferência de Londres, à qual seu colega israelense, Ariel Sharon, já advertiu que não acudirá.

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