Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

ANP acha insuficiente ameaça dos EUA a Israel

Sábado, 15 de Novembro de 2003 às 15:06, por: CdB

O ministro palestino de Negociações, Saeb Erekat, considerou "insuficiente" a advertência dos Estados Unidos de que poderia reduzir as subvenções a Israel por causa da construção do muro de separação na Cisjordânia.

"A construção de um muro de separação deve cessar totalmente porque significa o fim da visão do presidente George W. Bush de dois estados, um palestino e outro israelense, como vizinhos", afirmou Erekat aos meios de comunicação. "O presidente Bush se referiu no passado ao muro de separação israelense como uma serpente que destrói o processo de paz e qualquer outra oportunidade para a paz entre palestinos e israelenses", disse Erekat.

A administração norte-americana, que se opõe à construção do "muro de segurança", como denomina o Governo israelense, dentro da Cisjordânia, estuda retirar de seus empréstimos a Israel o dinheiro destinado a erguê-lo. Os Estados Unidos consideram que o muro se converterá em um fato consumado e um obstáculo nas próximas negociações entre palestinos e israelenses.

"O que se precisa agora depois da formação de um Gabinete palestino (na quarta-feira passada) é reativar o papel que desempenham Estados Unidos e o Quarteto (EUA, União Européia, Nações Unidas e Rússia), aplicar os mecanismos e um calendário para o Mapa da Rota, assim como observadores internacionais para fazer um acompanhamento de sua aplicação", disse Erekat.

Por outro lado, o ministro palestino negou as informações sobre a instalação de uma sala de emergência para operar o presidente palestino Yasser Arafat, em seu quartel-general de Ramala. "É mentira, o presidente se encontra em perfeito estado e não sofreu nenhuma doença", disse Erekat, e acrescentou que "todos os últimos relatórios foram exagerados".

Os relatórios afirmavam que haviam começado a construir uma sala de operações na Mukata, depois do fracasso das mediações egípcias e jordanianas para que Israel permitisse a Arafat deixar seu quartel-general e submeter-se a uma intervenção cirúrgica.

Arafat sofreu uma série de problemas de saúde que deram passo a especulações sobre uma suposta doença terminal.

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