Críticos britânicos de cinema zombaram da atriz norte-americana Anne Hathaway por seu sotaque do norte da Inglaterra no filme One Day, dizendo ser "totalmente disperso" e "nômade". A estrela de O Diabo Veste Prada e O Casamento de Rachel disse que trabalhou com um orientador de dialetos para acertar a voz de Emma, de Yorkshire, no filme.
Críticos britânicos de cinema zombaram da atriz norte-americana Anne Hathaway por seu sotaque do norte da Inglaterra no filme One Day, dizendo ser "totalmente disperso" e "nômade".
A estrela de O Diabo Veste Prada e O Casamento de Rachel disse que trabalhou com um orientador de dialetos para acertar a voz de Emma, de Yorkshire, no filme baseado no romance de David Nicholls.
Ela também disse que assistiu à novela britânica Emmerdale, que se passa em Yorkshire, para treinar para o papel.
O preparo não surtiu efeito na visão de muitos espectadores, e os críticos fizeram fila para criticar sua pronúncia do dialeto, famoso por ser complicado.
– Cada frase da atriz indicada ao Oscar está mascarada por um dos sotaques buzinantes mais porcaria de Yorkshire que você já ouviu –, disse Robbie Collin no jornal Telegraph.
A crítica fez comparações entre Hathaway interpretando Emma e Dick Van Dyke interpretando Bert, personagem em Mary Poppins que fala o dialeto de Londres oriental, atuação que foi considerada uma das piores ofensas ao sotaque britânico no cinema.
Jan Moir do Daily Mail questionou se Hathaway era a pessoa certa para fazer One Day, argumentando que a estrela era glamurosa demais para o papel.
Sobre o sotaque, ela acrescentou:
– Assim como nada pode camuflar a beleza incandescente de Hathaway em One Day, nada pode esconder o quão terrível é seu falso sotaque de Yorkshire. Realmente, é algo notável. Pois é um sotaque nômade, nasceu sob uma estrela viajante. Está totalmente disperso.
No entanto, alguns comentaristas defenderam Hathaway, e Henry Hitchings, do Evening Standard, disse que o público britânico era muito possessivo sobre seus sotaques.
Ele também disse que o sotaque "nômade" de Hathaway poderia ser uma forma deliberada de retratar as "ansiedades sobre a existência frágil, transitória" da personagem.
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