Países vizinhos do Iraque, incluindo o Irã, e membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo os Estados Unidos, sentaram lado a lado em um novo grupo que, segundo a expectativa de alguns delegados, vai se transformar em uma nova conferência internacional sobre o futuro do Iraque.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, formou o grupo de 17 países que se reuniu pela primeira vez na segunda-feira.
França, Rússia e Alemanha pediram a realização de uma conferência sobre o Iraque com urgência, mas os Estados Unidos não adotaram a idéia até agora.
Annan disse aos 17 embaixadores que apresentará dentro de uma semana um relatório ao Conselho de Segurança sobre a função que a ONU pode desempenhar no Iraque, de acordo com os diplomatas.
Ele também disse que nomeará um representante interino para o Iraque em breve e um novo representante especial no início do próximo ano, para substituir o brasileiro Sérgio Vieira de Mello -- morto em um ataque contra a sede da ONU em Bagdá no dia 19 de agosto, que matou 22 pessoas.
``Certamente pedimos para o secretário-geral designar um representante especial ou um representante especial interino o mais rápido possível'', declarou a repórteres o embaixador dos EUA na ONU, John Negroponte, após a reunião.
O embaixador da Síria na ONU, Fayssal Mekdad, disse a repórteres que a reunião foi "um passo na direção certa''.
Entre os 17 países que participaram da reunião estão seis vizinhos do Iraque -- Síria, Jordânia, Irã, Arábia Saudita, Kuweit e Turquia, assim como o Egito. Os membros do Conselho de Segurança no grupo são Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Chile, Angola, Paquistão e Espanha.