Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2026

Annan quer que Israel ache alternativa para muro na Cisjordânia

Kofi Annan, secretário-geral da ONU, juntou-se à União Européia na terça-feira para pedir que Israel interrompa a construção da barreira erguida na Cisjordânia. A declaração foi feita depois de o Estado judaico ter reconhecido que um trecho da obra, na área de Jerusalém, isolaria dezenas de milhares de palestinos que moram na cidade. (Leia Mais)

Terça, 12 de Julho de 2005 às 15:35, por: CdB

Kofi Annan, secretário-geral da ONU, juntou-se à União Européia na terça-feira para pedir que Israel interrompa a construção da barreira erguida na Cisjordânia. A declaração foi feita depois de o Estado judaico ter reconhecido que um trecho da obra, na área de Jerusalém, isolaria dezenas de milhares de palestinos que moram na cidade.

O governo israelense viu-se novamente sob pressão nesta semana devido à barreira, um conjunto de cercas de arame farpado e muros, após aprovar a construção de um trecho que acabará separando 55 mil moradores de Jerusalém do resto da cidade.

Annan "pediu que Israel não continue com suas ações, que podem criar problemas e afetar o futuro das negociações sobre um acordo final de paz", disse Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, ao responder à pergunta de um jornalista.

Segundo o Estado judaico, a barreira erguida na Cisjordânia e ao redor de Jerusalém é necessária para proteger Israel dos homens-bomba vindos dos territórios palestinos. Para os palestinos, a obra torna efetiva a apropriação de fato de suas terras.

O Tribunal Penal Internacional decidiu, um ano atrás, que a obra é ilegal porque construída em território ocupado e não no território israelense, ou ao longo da fronteira pré-1967, que separa Israel dos territórios palestinos.

Annan "reconhece plenamente as carências de segurança de Israel, mas espera que o país encontre um meio de resolver essa questão sem provocar um impacto grave na situação humanitária dos palestinos", disse Dujarric.

Na segunda-feira, Javier Solana, chefe da área de política externa da UE, disse que o bloco era contrário ao projeto porque ele estava sendo erguido em território ocupado.

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