Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Annan quer os EUA combatendo tanto a Aids quanto o terror

Terça, 13 de Julho de 2004 às 05:37, por: CdB

Os Estados Unidos precisam conduzir a luta contra a Aids com o mesmo compromisso que demonstram no financiamento da batalha contra o terrorismo e as armas de destruição em massa, disse nesta terça-feira o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

"Ouvimos muita coisa sobre armas de destruição em massa. Ouvimos muito sobre terrorismo, e estamos preocupados com armas de destruição em massa por causa do seu potencial de matar milhares de pessoas", disse Annan em entrevista com a BBC.

"Aqui temos uma epidemia que está matando milhões. Qual é a resposta?", disse Annan, pedindo para os EUA liderarem o mundo na decisão de destinar mais fundos para a luta contra a doença fatal.

"Realmente precisamos de liderança. A América tem a capacidade natural de liderança por causa dos seus recursos, do seu tamanho", disse Annan, acrescentando que conversou com o presidente norte-americano, George W. Bush, sobre o financiamento da luta contra a Aids. "Ele está comprometido e bem disposto a ouvir as pessoas falarem sobre isso...mas é claro que agora precisamos avançar para colocar recursos nisso", disse Annan.

O mundo coloca somas significativas de dinheiro na luta contra o terrorismo e para conter o uso de armas de destruição em massa a fim de proteger as pessoas, disse. "E aqui sabemos (sobre a Aids), não é que não saibamos, nós lemos sobre isso, vemos isso ao nosso redor - onde está a solidariedade internacional?."

Annan fez as declarações durante intervalo na conferência internacional sobre a Aids que acontece na Tailândia e se concentra em dinheiro, melhoria do acesso universal a remédios que prolongam a vida e debates sobre abstinência ou uso de preservativos como a melhor maneira de prevenir novos contágios.

A epidemia de Aids já matou 20 milhões de pessoas no mundo e contaminou 38 milhões.
Bush prometeu em 2003 15 bilhões de dólares em cinco anos para lutar contra a Aids/HIV, grande parte no Caribe e na África, regiões que representam 70 por cento das infecções do mundo.

Annan disse que está decepcionado por não ter aparecido financiamento suficiente para um fundo global contra a Aids, com o qual ele esperava poder gastar 1 bilhão de dólares por ano, com recursos adicionais da União Européia e outros lugares.

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