Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Annan pede que países acelerem revisão do TNP

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, insistiu hoje, sexta-feira, que os países levem a sério a reunião para revisar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e acelerem o trabalho para que possa ser concluído com resultados. Annan se mostrou preocupado pela lentidão com que acontece a Conferência de Revisão do TNP. (Leia Mais)

Sexta, 13 de Maio de 2005 às 16:14, por: CdB

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, insistiu hoje, sexta-feira, que os países levem a sério a reunião para revisar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e acelerem o trabalho para que possa ser concluído com resultados.

Annan se mostrou preocupado pela lentidão com que acontece a Conferência de Revisão do TNP, na qual as delegações demoraram duas semanas para acertar uma agenda, que foi finalmente adotada na quinta-feira.

"Estou preocupado, como todos, que tenha levado duas semanas para adotar a agenda e espero que se acelere o trabalho. Os temas são bem conhecidos e espero que se possa fazer algum progresso", declarou em encontro com a imprensa.

Também mostrou sua esperança que sejam levadas em conta as sugestões que ele e o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed Elbaradei, apresentaram na inauguração da conferência.

Annan pediu aos países que estabeleçam medidas de cumprimento mais eficazes, e citou a proposta de fixar uma moratória mundial de cinco anos para a construção de novas instalações de enriquecimento de urânio e o processamento de plutônio Esta medida, no entanto, conta com a oposição de grandes potências como Estados Unidos, França e Japão, que consideram-na um obstáculo ao desenvolvimento de sua própria indústria nuclear.

Annan também se referiu aos últimos eventos na crise nuclear com o Irã, que anunciou sua intenção de retomar parte de suas atividades de enriquecimento de urânio, assim como com a Coréia do Norte, que poderia estar preparando um teste nuclear.

"O que está acontecendo mostra a urgência que os Estados membros levem mais a sério a conferência e tentem reforçar o TNP", especificou.

No caso do Irã, lembrou que a União Européia, através do grupo formado pela Alemanha, França e Reino Unido, tenta retomar as negociações com Teerã, e se mostrou confiante que conseguirá continuar com êxito as discussões.

Sobre a Coréia do Norte, Annan insistiu que a única coisa que se pode fazer é "seguir pressionando para retomar as negociações", e esperar que tenham êxito, pois é "o único jogo possível".

Ele ressaltou que as seis partes envolvidas nas negociações - China, Rússia, EUA, as duas Coréias e Japão - devem se esforçar para se sentar de novo na mesa de negociações, como está fazendo a ONU.

Annan acrescentou que a ONU também está tentando que o governo de Pyongyang se dê conta dos benefícios econômicos que poderia conseguir se cumprir com suas obrigações e cooperar com a comunidade internacional.

"Acho que as perspectivas econômicas a longo prazo depois que for resolvida a crise deveria ser um incentivo real para que cooperem", afirmou.

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