O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, teme que o número de mortos na tragédia de 26 de dezembro no Oceano Índico cresça, mas disse nesta quinta-feira que o número final de pessoas mortas pode ficar desconhecido para sempre.
Em declarações feitas durante o encontro internacional sobre a ajuda, em Jacarta, Annan disse também que as Nações Unidas vão incentivar o estabelecimento de um sistema de alarme de tsunami no Oceano Índico.
- Como parte desta conferência nesta manhã, muitos líderes que falaram indicaram ser importante que criemos um sistema de advertência nesta parte do mundo. Vamos incentivar o estabelecimento de um sistema de advertência e trabalhar com os governos - disse Annan a repórteres.
Autoridades disseram que o número de mortos, agora em cerca de 145.000, no terremoto mais forte em 40 anos e no tsunami que ele provocou, teria sido menor se houvesse um sistema para avisar as pessoas a deixarem as áreas de praia.
Antes, Annan fez um novo apelo por ajuda, dizendo que as Nações Unidas precisam de 977 milhões de dólares pra cobrir as necessidades humanitárias de cerca de 5 milhões de pessoas na área do Oceano Índico.
- Pode ser que nunca saberemos o número real de mortos, mas os números deverão subir porque nem todas as partes de Sumatra e Aceh (na Indonésia) foram avaliadas. A avaliação continua e podemos descobrir novos corpos - disse.
Annan disse que a ONU está liderando os esforços de ajuda humanitária e que um grupo formado por Estados Unidos, Austrália, Cingapura e Índia está dando apoio logístico.
- Sem esta contribuição essencial teria sido extremamente difícil chegar àqueles em necessidade - disse.