Dá gosto de ver o pedaço do Brasil que completou 50 anos nesta sexta-feira, dia ensolarado no Rio de Janeiro, com temperatura amena e céu claro. Tão claro quanto as palavras do presidente da Petrobras, senador Eduardo Dutra (PT-SE), que nos versos de Silas de Oliveira desfraldou os louros da companhia em sua aquarela.
Dutra foi particularmente inspirado no tom que tanto procurou para o seu discurso, na abertura da festa. Fez bonito diante dos chefes alí presentes. Tanto a ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, quanto o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, aplaudiram o libelo de liberdade e justiça social entoado da tribuna montada no cerne da maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo. E o fizeram além da delicadeza e próximos da emoção carregada em cada palavra.
Emoção, de fato, foi o que mais se viu naquela solenidade. Ainda que fosse apenas um momento de festa, a comemoração por este meio século da Petrobras carregou o simbolismo da independência, do orgulho de ser brasileiro, da vontade de ver um país melhor nascer a partir de hoje, quando há 50 anos um grupo de patriotas decidiu que o petróleo é nosso.
É difícil viver nesse país, onde ainda é vergonhosa a concentração de renda, a miséria subsiste com suas garras cravadas na garganta de tanta gente e a corrupção é carimbada no selo do subdesenvolvimento que teima em permanecer colado, na certidão de nascimento de cada cidadão pobre e faminto desta nação. Mas dá uma sensação de alívio saber que, enfim, tantos séculos depois, assistimos ao renascimento desta pátria chamada Brasil.
Aniversário de 50 anos da Petrobras reacende o orgulho nacional
Dá gosto de ver o pedaço do Brasil que completou 50 anos nesta sexta-feira, dia ensolarado no Rio de Janeiro, com temperatura amena e céu claro. Tão claro quanto as palavras do presidente da Petrobras, senador Eduardo Dutra (PT-SE), que nos versos de Silas de Oliveira desfraldou os louros da companhia em sua aquarela. (Leia Mais)
Sexta, 03 de Outubro de 2003 às 11:19, por: CdB