Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Aniversário da morte de brasileiro será Dia Mundial Humanitário

Os trabalhadores humanitários mortos em meio a conflitos serão lembrados neste ano pela primeira vez com uma data comemorativa, na quarta-feira, quando se completam seis anos do atentado que matou 22 pessoas na sede da ONU em Bagdá, inclusive o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que era o chefe da missão.(Leia Mais)

Segunda, 17 de Agosto de 2009 às 08:21, por: CdB

Os trabalhadores humanitários mortos em meio a conflitos serão lembrados neste ano pela primeira vez com uma data comemorativa, na quarta-feira, quando se completam seis anos do atentado que matou 22 pessoas na sede da ONU em Bagdá, inclusive o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que era o chefe da missão.

Uma fundação criada pela viúva dele, Annie, e por ex-colegas se mobilizou para homenagear os heróis modernos que se sacrificam para fornecer alimentos, água potável, vacinas e abrigo a civis apanhados em guerras e desastres.

– O 19 de agosto foi a primeira vez que a ONU foi atacada direta e violentamente, mas será uma ocasião para lembrar todos os que fazem trabalho humanitário que perderam suas vidas – disse Annie Vieira de Mello à Reuters em Genebra, onde se dará a cerimônia.

A Assembleia Geral adotou em dezembro, por iniciativa da Suécia, uma resolução criando esse Dia Mundial Humanitário, separadamente do Dia das Forças de Paz da ONU, em 29 de maio.

– Nos últimos 10 anos, 700 trabalhadores humanitários perderam suas vidas em ataques, seqüestros e assaltos. Esse dia os homenageia – disse Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Assuntos Humanitários da ONU, em uma entrevista coletiva.

– Os trabalhadores humanitários estão sendo cada vez mais visados em ataques, é um problema real. Como resultado, as operações de ajuda são frequentemente interrompidas, privando pessoas vulneráveis de mantimentos – disse ela.

Em 2008, 260 trabalhadores humanitários foram vítimas de ataques violentos - sendo mortos, seqüestrados ou gravemente feridos, segundo o Instituto de Desenvolvimento do Exterior, entidade britânica que monitora esses casos. Foi o maior número em 12 anos desse levantamento.

Desse total, 122 deles foram mortos no ano passado, em comparação aos 36 de 1998.

– A taxa de mortalidade em 2008 para os trabalhadores humanitários internacionais excede o de tropas de paz da ONU – disse o grupo num recente relatório.

– Os ataques contra trabalhadores humanitários aumentaram fortemente desde 2006, com uma particular tendência de alta nos seqüestros – disse.

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