A Anistia Internacional (AI) pediu aos governos de todo o mundo que assinem um tratado internacional para regular o comércio de armas, por ocasião do Dia Mundial dos Direitos Humanos.
Em um comunicado de sua sede em Londres, a Anistia lembra que a cada dia morrem 1.300 pessoas por causa das armas convencionais, e pede que controlem o tráfico que 'é responsável por um grande número de violações dos direitos humanos'.
A organização assinala que os Governos do Brasil, do Camboja, de Mali, Macedônia, Costa Rica, Finlândia e Holanda já mostraram seu apoio à idéia de um tratado internacional, promovido pela AI, Oxfam e pela Rede de Ação Internacional contra as Armas Leves (Iansa, sigla em inglês).
- O crescente apoio à campanha (lançada no dia 9 de outubro) é uma grande fonte de inspiração. Espero que incentive os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, que são os maiores produtores de armas, a impulsionar o tratado - destacou a secretária geral da AI, Irene Khan.
Após 55 anos da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, as armas convencionais ainda são uma das principais causas da violação desses direitos no mundo.
Meio milhão de pessoas morrem a cada ano por causa dessas armas, quase uma por minuto. Existem 639 milhões de armas leves no mundo, uma para cada dez pessoas, fabricadas por milhares de empresas em pelo menos 98 países, segundo dados da Anistia Internacional.
Anistia Internacional quer regular o comércio de armas
Terça, 09 de Dezembro de 2003 às 23:14, por: CdB