Várias organizações não-governamentais, entre elas a Anistia Internacional, criticaram hoje, em matéria paga, publicada no jornal The New York Times, o candidato a ministro da Justiça dos Estados Unidos, Alberto Gonzales, e suas posições em relação aos prisioneiros de guerra.
O aparecimento do anúncio coincide com a sabatina de Gonzales hoje na comissão de justiça do Senado americano que deve confirmar sua nomeação como Attorney General - um cargo equivalente ao de ministro da Justiça-, para o qual foi proposto pelo presidente George W. Bush.
- Pode ser que vocês não conheçam Alberto Gonzales - diz o texto junto da foto de Gonzales.
- Mas estamos certos de que reconhecerão os resultados de seu trabalho - prossegue mais abaixo, desta vez junto com uma das famosas fotos dos abusos cometidos a prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib.
- Depois de responder às questões da comissão judicial do Senado, fica uma pergunta que gostaríamos de fazer a ele: assinaria nossa 'Declaração contra a tortura'? - questionam, na matéria que ocupa dois terços da página, assinada por organizações como a seção americana Anistia Internacional, MoveOn, True Majority e Win Without War.
Diretor dos serviços jurídico da Casa Branca, Alberto Gonzales contribuiu para desenhar a política americana sobre presumíveis terroristas capturados no Afeganistão em 2001, tomando como princípio o fato, decidido aleatoriamente, de que não estavam protegidos pelas Convenções de Genebra sobre prisioneiros de guerra. Em janeiro de 2002 escreveu que "a guerra contra o terrorismo" representa "um novo paradigma que torna obsoletas" as Convenções de Genebra.
Anistia Internacional e ONGs criticam Gonzales
Quinta, 06 de Janeiro de 2005 às 14:24, por: CdB