O dólar caiu mais de 5% frente ao real nesta segunda-feira, invertendo a tendência de alta apresentada durante toda a semana passada.
A queda foi patrocinada pelo forte otimismo dos mercados globais a partir da aprovação de um pacote de ajuda do governo norte-americano ao Citigroup, numa iniciativa para garantir a sobrevivência da instituição em meio à crise financeira global.
A moeda norte-americana fechou a 2,332 reais, em queda de 5,24% --a maior desde 13 de outubro. No mês, entretanto, o dólar ainda acumula alta de quase 8%.
- Nós somos hoje intimamente ligados ao que acontece nos Estados Unidos - apontou João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora.
- O mundo todo esperava alguma coisa sobre o grande problema em função do Citigroup - disse.
O principal índice da Bovespa disparava cerca de 9% no final da tarde, acompanhando as bolsas de valores norte-americanas, que subiam mais de 3%.
- Não que o problema (em relação à crise) se resolveu. Hoje está bom, mas amanhã pode já não estar, depende do ânimo do mercado - ponderou José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora.
Analistas concordaram que o cenário ainda é de preocupação. Medeiros lembrou que, depois do resgate do Citigroup, as montadoras continuam na lista de instituições golpeadas pela crise financeira em busca de ajuda do governo dos EUA.
No Brasil, o Banco Central vendeu mais 2,16 bilhões de dólares ao mercado em dois leilões de swap cambial tradicional, sendo que um teve a finalidade de rolar parte de um lote de contratos que vence em 1° de dezembro.
A autoridade monetária anunciou ainda que fará na terça-feira pesquisa de demanda com o objetivo de prosseguir com essa rolagem.