Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Angústia

Quarta, 09 de Fevereiro de 2011 às 16:06, por: CdB

O paulistano e o morador da Grande São Paulo, região formada por 39 municípios nos quais se concentra a metade dos mais de 30 milhões de habitantes do Estado, conviveu durante todo o dia hoje com uma preocupação adicional: a notícia de que sobe de novo, a partir de domingo, a tarifa do metrô e dos trens de subúrbio que servem o maior conglomerado urbano do país.

Arte e graça dos governos tucanos que se encaminham para completar 20 anos à frente do governo do Estado, e do prefeito da Capital, Gilberto Kassab (ainda DEM-PSDB). Há pouco mais de um mês, desde 1º de janeiro, o prefeito reajustou de R$ 2,70 para R$ 3,00 (um aumento de 11%, quase o dobro da inflação do período) as passagens de ônibus da Capital, o que provocou um primeiro aumento na tarifa de integração do metrô e trens de subúrbio.

Ali o reajuste foi justificado com o fato de que havia aumentado a passagem dos ônibus; agora, conforme anuncia a Secretaria de Negócios Metropolitanos do Estado, metrô e trens sobem de novo sob o pretexto de que este (fevereiro) é realmente o mês de reajuste de suas tarifas.

A conivência da mídia com os governos demotucanos

A tarifa nos dois sistemas não deve chegar a R$ 3,00 preço das passagens de ônibus - os trens e o metrô passam dos R$ 2,65 atuais para R$ 2,90. A secretaria de Negócios Metropolitanos informa que o aumento será usado para cobrir os gastos com operação e manutenção do metrô da cidade e acontece todos os anos.

O metrô de São Paulo sofre a média de uma a duas panes por semana. Segundo o sindicato dos metroviários, exatamente por falta de manutenção. No noticiário sobre o anúncio do aumento das tarifas , além da verdadeira extorsão em que se constitui o reajuste, salta à vista, também, a total conivência da grande mídia com os governos de São Paulo - da Capital e do Estado.

Sempre "zelosa", sem deixar de criticar - na maioria das vezes até com virulência - uma única decisão do governo federal do PT, a mídia não faz sequer um reparo, um editorial, por exemplo, sobre estes dois aumentos sucessivos nos transportes paulistas. Registra, apenas. É como se brotassem por geração espontânea,  como São Paulo não tivesse governos e estes não fossem do PSDB e do DEM.

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