Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Angra 3 consolida o Brasil entre nações geradoras de energia nuclear

O início das obras da usina nuclear de Angra 3, em setembro, consolida a volta do Brasil à geração nuclear e abre espaço para a instalação de novas usinas no país, afirmou nesta sexta-feira o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro. Ele informou que as obras de Angra 3 serão retomadas em setembro após aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de conclusão em dezembro de 2014.(Leia Mais) As três usinas são fruto de um acordo nuclear com a Alemanha em 1975

Sexta, 24 de Julho de 2009 às 09:25, por: CdB

O início das obras da usina nuclear de Angra 3, em setembro, consolida a volta do Brasil à geração nuclear e abre espaço para a instalação de novas usinas no país, afirmou nesta sexta-feira o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro. Ele informou que as obras de Angra 3 serão retomadas em setembro após aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de conclusão em dezembro de 2014.

A usina terá capacidade para gerar 1.350 megawatts, a mesma de Angra 2, enquanto Angra 1 produz 650 MW. As três usinas ficam no Estado do Rio de Janeiro e são fruto de um acordo nuclear com a Alemanha em 1975.

– Nosso programa nuclear não será espetacular como da Índiia e da China, mas teremos um crescimento moderado e paulatino a partir de Angra 3. Angra 3 vai ser um reconhecimento da necessidade da energia nuclear no Brasil...o Brasil, o Paraguai e, em termos, a Noruega eram os únicos países quase que exclusivamente hidrelétricos, agora estamos diversificando a nossa geração – disse a jornalistas após seminário na sede da Eletronuclear.

O executivo disse que a Eletronuclear está promovendo estudos para a implantação de uma central nuclear na região Nordeste, que poderá conter até seis usinas de 1.000 MW cada. As áreas de instalação estariam entre os Estados da Bahia e Pernambuco.

– São duas localidades (mapeadas) em cada Estado, de Salvador à Recife – informou.

– Estamos olhando para essas regiões e vendo todas as restrições que podem surgir para a instalação de uma unidade...vamos escolher em cada Estado duas localidades tecnicamente tranquilas e caberá ao governo decidir junto com o Congresso a localização – afirmou.

Ele informou que a tendência é construir apenas uma central com até seis usinas em um dos Estados pesquisados, e que em 2010 serão iniciados estudos para fazer uma central do mesmo porte no Sudeste.

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