O início das obras da usina nuclear de Angra 3, em setembro, consolida a volta do Brasil à geração nuclear e abre espaço para a instalação de novas usinas no país, afirmou nesta sexta-feira o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro. Ele informou que as obras de Angra 3 serão retomadas em setembro após aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de conclusão em dezembro de 2014.
A usina terá capacidade para gerar 1.350 megawatts, a mesma de Angra 2, enquanto Angra 1 produz 650 MW. As três usinas ficam no Estado do Rio de Janeiro e são fruto de um acordo nuclear com a Alemanha em 1975.
– Nosso programa nuclear não será espetacular como da Índiia e da China, mas teremos um crescimento moderado e paulatino a partir de Angra 3. Angra 3 vai ser um reconhecimento da necessidade da energia nuclear no Brasil...o Brasil, o Paraguai e, em termos, a Noruega eram os únicos países quase que exclusivamente hidrelétricos, agora estamos diversificando a nossa geração – disse a jornalistas após seminário na sede da Eletronuclear.
O executivo disse que a Eletronuclear está promovendo estudos para a implantação de uma central nuclear na região Nordeste, que poderá conter até seis usinas de 1.000 MW cada. As áreas de instalação estariam entre os Estados da Bahia e Pernambuco.
– São duas localidades (mapeadas) em cada Estado, de Salvador à Recife – informou.
– Estamos olhando para essas regiões e vendo todas as restrições que podem surgir para a instalação de uma unidade...vamos escolher em cada Estado duas localidades tecnicamente tranquilas e caberá ao governo decidir junto com o Congresso a localização – afirmou.
Ele informou que a tendência é construir apenas uma central com até seis usinas em um dos Estados pesquisados, e que em 2010 serão iniciados estudos para fazer uma central do mesmo porte no Sudeste.